Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 13/04/2020
Predominam ainda no Brasil duas opiniões sobre a obesidade e sobrepeso: a preconceituosa, que afirma que devem ser enfrentadas, pois é prejudicial à saúde em todas as circunstâncias, e a de aceitação do próprio corpo, defendendo que pessoas acima do peso ideal podem ser consideradas saudáveis.
Diante disso é relevante ressaltar os malefícios que a obesidade pode trazer com o excesso de gordura, entre eles a tendência de se desenvolver doenças cardiovasculares, pressão alta, diabetes, etc. Porém movimentos como o do corpo livre defendido pela youtuber Alexandra Gurgel mostram com suas próprias vivências que a alta massa corporal não está ligada apenas à ingestão de calorias, mas também com fatores genéticos que afetam pessoas socialmente por conta da aparência física, refutando assim as visões estereotipadas e gordo-fóbicas da sociedade.
Além do social, a saúde é abalada pela pressão de se alcançar o corpo “perfeito”, utilizando de métodos não convencionais e pouco saudáveis para isso, como laxantes, adoção de comportamentos anoréxicos, bulimia, início de desordens emocionais devido a quantidade de julgamentos recebidos e o enfrentamento diário da falta de acessibilidade como ocorreu com a dançarina Thais Carla, que relatou em um vídeo as dificuldades que obesos passam ao viajarem de avião, provando que a comunidade não está pronta para acomodar este grupo.
Logo, o governo deve, através de investimentos na saúde proporcionar mais esclarecimentos, por meio de palestras que serão feitas por nutricionistas, de maneira que consigam induzir a população a ter uma alimentação mais saudável sem exigir que sigam o padrão de magreza e dar maior acessibilidade a pessoas acima do peso, exigindo uma adaptação de estabelecimentos públicos para acomodar todos, com a finalidade de minimizar os problemas causados pela obesidade e sobrepeso no país.