Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 15/04/2020

O documentário “Muito além do peso” retrata a realidade de um grupo de brasileiros que se enquadram no quadro de obesidade. No longa-metragem, fica evidente como essa condição corporal interferia na saúde física e psicológica dessas pessoas. Fora das telas, a obesidade e o sedentarismo realmente são problemas enfrentados pela sociedade hodierna, sendo potencializados por maus hábitos e pela marginalização social desse grupo. Destarte, é importante a resolução dessa problemática.

A princípio, é fundamental analisar que a obesidade pode ser prevenida com a mudança de costumes. Nesse prisma, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estar muito acima do peso e não praticar atividades físicas deixa a pessoa vulnerável a inúmeras doenças. Tangente a isso, é importante que a população tenha a devida instrução sobre a alimentação saudável e sobre a importância da prática de atividades físicas para que ela possa se prevenir. Consequentemente, é urgente que esses hábitos sejam efetivados diariamente, para que a saúde física das pessoas seja assegurada.

Ademais, ainda é imprescindível ressaltar que, para além da visão biomédica, a obesidade é uma doença social. Nesse viés, de acordo com a Constituição Federal de 1988, todos devem ser tratados de forma digna e igualitária. Entretanto, a violência contra as pessoas acima do peso é recorrente e mostra-se como uma violência psicológica, interferindo na condição social e no bem-estar da pessoa obesa. Dessa forma, por não estarem em um padrão estético socialmente aceito, essas pessoas ficam à mercê da marginalização, sendo a elas negado um direito básico constitucional. Por conseguinte, a perseguição que esse grupo sofre rompe com o contrato social proposto pelo filósofo Thomas Hobbes.       Infere-se, portanto, que a obesidade e sedentarismo são um impasse na sociedade brasileira, sendo necessário medidas de intervenção. Desse modo, cabe ao Governo Federal, em parceria com as mídias televisivas, a divulgação de informações sobre hábitos saudáveis, por meio de propagandas em horários nobres, para que assim a população possa ser instruída. Concomitantemente, urge que o Ministério da Educação, modifique a visão preconceituosa e gordofóbica da sociedade, mediante à inclusão de palestras nas escolas voltadas tanto para os alunos como para os pais, para que dessa forma não ocorra a marginalização desse grupo. Só assim, a saúde e o respeito poderão se conciliar na luta contra a obesidade.