Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 25/04/2020

Durante o Renascimento no século XIV, o padrão de beleza estava relacionado às pessoas gordas, pois pensava-se que tinham acesso à uma melhor alimentação. No Brasil, o problema da obesidade é extremamente crítico, visto que afeta esferas físicas e sociais da população, entre elas as doenças e o preconceito.

Em primeiro lugar, observa-se que as doenças provenientes da obesidade originam-se de dietas pobres e falta de exercícios. Prova disso são os alimentos ricos em carboidratos consumidos por indivíduos sem condições financeiras de adquirirem outros mais saudáveis, além do consumo de fast-foods altamente calóricos pela rapidez na produção e do sedentarismo causado pelo entretenimento caseiro tecnológico. Consequentemente, propicia-se o surgimento de problemas como diabetes, hipertensão e ataques cardíacos. Analogamente, dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), coletados em 2018, mostram que com o sobrepeso essas enfermidades aumentam em 68%.

Ademais, nota-se o preconceito que pessoas acima do peso sofrem diariamente, seja por não adequarem-se aos padrões de beleza impostos atualmente, como cinturas finas, corpo musculoso ou pelas dificuldades em realizar atividades corporais tais como artes marciais, corridas e esportes competitivos. Por conseguinte, são excluídas e ofendidas pela maioria, desenvolvendo assim quadros de depressão e ansiedade. Semelhantemente, segundo pesquisas da revista Veja, em 2017, 20% dos casos de suicídio são cometidos por obesos.

Portanto, tendo em vista os aspectos observados, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), juntamente com instituições do ensino público e privado, crie oficinas temáticas que promovam a relação de atividades físicas e divulguem os benefícios da alimentação saudável, por meio de palestras com profissionais da saúde qualificados e esportes inclusivos, a fim de reduzir os casos de obesidade no país e formar uma geração consciente das melhorias.