Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 18/04/2020
De acordo com a Constituição Federal de 1988 “saúde é um direito de todos e dever do estado.” Dessa forma, mesmo após avanços governamentais como a criação do Sistema Único de Saúde, popularmente conhecido como SUS, há um déficit social capaz de sucatear esse sistema - a questão da obesidade no Brasil. Logo, urgem medidas para resolver a problemática, que além de prejudicar a qualidade de vida do indivíduo também está relacionado ao preconceito empregado na sociedade.
Nesse contexto, vale ressaltar que a obesidade está relacionada ao contexto histórico. Dessa maneira, com o advento da Terceira Revolução Industrial, as mulheres que antes eram destinadas para cuidar dos filhos e das tarefas domiciliares, passaram a trabalhar nos meios industriais e consequentemente sobrar menos tempo. Assim, os produtos industrializados devido a praticidade, tornou-se parte do cotidiano, e, na maioria das vezes possuem alto teor calórico, o que aumenta as chances para o desenvolvimento do sobrepeso e doenças cardiovasculares, prejudicando a qualidade de vida dos indivíduos e gerando maiores gastos para o SUS - o capital que seria empregado para a melhoria dos locais de atendimento, serão destinados para a cura dessas doenças.
Além disso, o preconceito existente na sociedade contribui de forma negativa para o fortalecimento suicídio. Instagram, Facebook e outros meios, são redes sociais que cada vez mais demonstram os padrões de beleza impostos na sociedade, que quando não são atingidas, aumentam a insatisfação dos indivíduos em relação ao seus corpos, e tende a tornar-se em transtornos psicológicos.
Portanto, é necessário que o Governo - de acordo a Constituição Federal de 88, responsável em garantir os direitos de toda sociedade - invista por meio de verbas em campanhas educacionais nos locais de atendimento a saúde e ensino, como postos de saúde e instituições escolares, com o intuito de informar sobre os riscos das doenças e formas de preveni-las e assim diminuir os gastos nos SUS e promover maior qualidade de vida.