Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Ao nascer, uma pessoa possui fatores que definem seu comportamento alimentar. Esses fatores podem ser genéticos, históricos, culturais, econômicos e/ou sociais, e determinam se o indivíduo terá, ou não, excesso de gordura corporal, também conhecido como obesidade. Nos dias atuais, há uma grande exposição à propagandas alimentícias, e a maioria dessas propagandas promovem alimentos não saudáveis.
A mídia é responsável pela mensagem que passa e pela construção de uma educação nutricional que é caótica. Ao mesmo tempo que fomenta alimentos altamente calóricos, ela cobra pela estética corporal e exclui dos seus anúncios as consequências do hábito que está sendo vendido. Como resultado, o lucro que as empresas obtém é baseado na degradação da saúde mundial, visto que, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), há pelo menos 1 bilhão de pessoas obesas no mundo.
A falta de transparência da mídia em seus anúncios favorece o crescimento de práticas preconceituosas contra obesos, visto que a obesidade é apenas interpretada como proposital falta de cuidados com a saúde, enquanto obesos não necessariamente apresentam outras doenças pré-existentes e nem escolhem ser obesos. Além disso, fatores sociais e econômicos favorecem a perpetuação da má alimentação, posto que alimentos saudáveis são mais caros e não estão sempre presentes em pequenos mercados de bairro para periferias.
Deve haver uma triagem nas propagandas anunciadas nos meios de comunicação, pois estes colaboram para um ciclo vicioso que visa lucro e gera preconceito. Cabe à mídia oferecer canais de informação mais transparentes para que haja entendimento das consequências de um mau consumo alimentar. Cabe também às escolas de nível fundamental propor palestras e criação de disciplinas que orientem melhor os indivíduos a como se comportarem diante da influência da mídia e diante o preconceito.