Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/05/2020

No Brasil, a questão da obesidade e do sobrepeso são problemas pertinentes, as quais estão refletidas nos índices crescentes das taxas referentes ao excesso de peso. Diante disso, infere-se que o entrave relacionado ao peso acompanha óbices que interferem, diretamente, na vida do individuo em sociedade, o qual, além dos riscos que promove a própria saúde, decorrentes da má alimentação e do sedentarismo, também sofre com o preconceito ainda recorrente. Logo, em detrimento de tal perspectiva contemplada, implica-se que caminhos devem ser traçados para solucionar, veementemente, o imbróglio em questão.

Nesse contexto, vale salientar que a saúde, como um ponto primordial para o bem estar, tem sido afetada pela má alimentação, aguçada pelo consumo de alimentos industrializados com altos teores obesogênicos. Desse modo, faz-se cabível a crítica evidenciada na canção ‘‘Geração coca-cola’’, da banda Legião Urbana, a qual afirma que quando nascemos nos comemos lixo comercial e industrial, ratificando a escolha por alimentos com maior praticidade e por fast foods, os quais já são inseridos desde a infância, estimulando uma dieta baseada em comidas industrializadas. Por meio disso, é notória a influência da alimentação na mudança corporal do indivíduo, o qual passa a sofrer com o preconceito , seja no trabalho ou até mesmo, desde cedo, no ambiente escolar.

Outrossim, a negligenciação da prática de exercicios físicos é uma problemática estimulada pelo sedentarismo, o qual ganha lugar na vida dos indivíduos à medida que são ocupados a maior parte do seu tempo por tecnologias. Todavia, observa-se a relevância dos comportamentos do próprio indivíduo  sobre a questão do peso e da saúde física, o qual, majoritariamente, descarta tal importância, fomentando o ideal de banalização do mal, defendido pela filósofa Hannah Arendt, a qual afirma que quando ações prejudiciais são praticadas recorrentemente, elas tendem a ocupar um lugar de normalidade na sociedade. Por meio disso, implica-se que tal obstáculo suscita entraves na busca pelo bem estar, estimulando, além de problemas de saúde subjacentes, o preconceito, que é um mal intensificador de problemáticas maiores sobre o psicológico do próprio indivíduo.

Portanto, é mister que o Ministério da Saúde, deve promover a intensificação da conscientização sobre a importância da educação alimentar e da prática de exercícios físicos nas escolas, mediante ações socioeducativas, pois é  uma maneira relevante para a adoção de hábitos que visem maior cuidado com a saúde, a fim de combater o mal que a obesidade e o sobrepeso podem causar à saude. Além disso, o Ministério da Educação deve investir em campanhas publicitárias de combate ao preconceito e sobre o mal que pode causar sobre um indivíduo, a fim de promover um bem estar social.