Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/05/2020

O filósofo ateniense Sócrates afirmou: “Não vivemos para comer, mas comemos para viver”. Na contemporaneidade pode-se observar um cenário antagônico à essa frase, que vem sendo marcado por uma cultura de “fast food”, sedentarismo e, consequentemente, a obesidade. Tal cenário é agravado pela falta de divulgação de informações sobre a doença, e gera como consequência um outro problema: o preconceito. Dito isto, faz-se necessária a discussão para resolução das problemáticas.

Em primeira instância, é importante pontuar que a ignorância da população, diretamente relacionada à falta de informações sobre as consequências do excesso de glicose, gera a banalização da obesidade. O que é claramente demonstrado em uma pesquisa realizada pelo site Agência Brasil, a qual mostra que aproximadamente 20% dos brasileiros são obesos. Esse quadro é favorecido pelo excesso de publicidade dos chamados “fast foods”, aliado à escassez de propagandas de conscientização da doença que pode ser desencadeada. Um outro agravante é a facilidade proposta pelos aplicativos de “delivery”, como Ifood e Uber Eats, que favorece o sedentarismo.

Além disso, é importante salientar que pensamentos como, em algumas religiões, a gula ser considerada um dos 7 pecados capitais e a expectativa de vida saudável no hodierno desencadeiam preconceito, nesse caso intitulado “gordofobia”. Não só isso contribui para um cenário no qual pessoas acima do peso são tratadas de maneira diferente, como ter que pagar duas passagens de avião, medida exigida por algumas companhias aéreas, mas também a ideia disseminada que as pessoas obesas são irresponsáveis por comer mais que o necessário, não levando em consideração o fato que a doença também é acarretada por outros motivos, como fatores genéticos e falta de sono. Esse quadro é consoante ao físico Albert Einstein que afirma: “é mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito enraizado.”

Dessa forma, deve-se tomar algumas medidas para atenuar os problemas supracitados. A Organização Mundial de Saúde, por meio de redes televisivas e jornais, deve ampliar a divulgação dos riscos da má alimentação à saúde, visando a desnaturalização do problema. Além disso as escolas juntamente com as redes de televisão devem, mediante palestras, conscientizar que a obesidade é uma doença e não irresponsabilidade, depende de fatores biológicos também, afim de desconstruir o preconceito. Mostrando assim, que a afirmação de Einstein é fruto de senso comum.