Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/05/2020

É inegável que a obesidade e o sobrepeso, assim como temas relativos ao preconceito com pessoas que apresentam essas características, ainda estão em questão no Brasil atual. Certamente, o sedentarismo é fator ímpar relativo à influencia da suscetibilidade à obesidade ou ao sobrepeso. Todavia, não apenas a saúde corporal entra em voga nesse contexto, a saúde mental desses indivíduos também é prejudicada devido ao preconceito e à padrões de beleza impostos pela sociedade.

É importante pontuar, de início, que a falta de tempo para dedicar às atividades físicas é um fator singular que contribui para que parte da população não faça exercícios. Indubitavelmente, o Brasil lidera na América Latina em termos de número de pessoas sedentárias, segundo a OMS cerca de 37% da população não pratica nenhum tipo de atividade física. Sem dúvida, junto a chegada da Revolução Industrial, o trabalho braçal foi substituído pelo de cunho industrial, que possuí uma dinâmica de produção mais inerte. Desse modo, o processo de urbanização e evolução do meio produtivo contribuiu expressivamente para que parte da população, ao longo de décadas, se tornasse sedentária. Nesse sentido, as longas jornadas de trabalho — que acabam por tornar a rotina urbana cada vez mais caótica e apressada — é fator ímpar para que uma fração da população abdique do exercício físico e por conseguinte torne-se suscetível ao sobrepeso ou até mesmo a obesidade.

Vale ressaltar, também, que essa parcela da nação não encontra-se vulnerável apenas no âmbito da saúde, como também sofre os males do preconceito e dos padrões de beleza fortemente estabelecidos.

Prova disso, é o levantamento feito pela FGV, que apontou que para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza, ansiedade ou depressão. Por certo, no cenário midiático os padrões de beleza amplamente divulgados não apenas inferem que pessoas que estão acima do peso sintam-se insatisfeitos com a própria imagem — podendo até mesmo desenvolver transtornos alimentares posteriormente — como também alimentam preconceitos acerca desse grupo.

Portanto, é notório que a obesidade, assim como a discriminação contra pessoas obesas ou com sobre peso, persiste como problema para o Brasil. Em suma, é necessário que o Ministério da Saúde promova uma campanha midiática acerca da importância de atividade físicas, deverá ser veiculada não apenas no âmbito digital como também no televisivo, para que, dessa maneira, atinja o máximo de  pessoas possíveis. Cabe mencionar, também que faz-se necessário que a campanha trate do incentivo ao abando do sedentarismo juntamente ao respeito à diversidade corpórea e ao amor próprio. Somente assim, poderá ser instaurada uma sociedade mais saudável e mais respeitosa ao próximo.