Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 12/05/2020

Na pré-história e nos séculos seguintes o corpo de maior peso era visto de forma benéfica como símbolo de beleza e fertilidade. Entretanto, nas últimas décadas, o aumento do consumo de alimentos industrializados acentuou o número de pessoas obesas no Brasil, isso gerou um problema de saúde pública, além do preconceito contra esses indivíduos.

Em primeiro lugar, a má alimentação tornou-se uma marca do século XXI, como o abuso dos fast-foods que facilitam a vida agitada dos moradores de centros urbanos. Nesse sentido, aliados à falta de exercícios físicos, os péssimos hábitos alimentares dos brasileiros aumentam o número de pessoas com sobrepeso que começam a desenvolver doenças graves. Desse modo, a busca por consultas médicas, exames e procedimentos cirúrgicos para reverter os problemas aumenta e acaba saturando o sistema público de saúde.

Em segunda análise, de encontro ao pensamento medieval, a globalização e os meios de comunicação disseminaram um padrão corporal socialmente aceito, o magro. Sob esse aspecto, quem sofre de obesidade e não se encaixa no perfil veiculado precisa enfrentar, diariamente, o preconceito por ser diferente da forma que a mídia e a sociedade aceitam como correta. Por consequência, essa discriminação e a pressão midiática levam as pessoas com sobrepeso a buscarem dietas e tratamentos médicos muitas vezes arriscados para a saúde.

Em síntese, a obesidade traz inúmeros problemas físicos e psíquicos para quem sofre desse transtorno. Logo, cabe à escola desenvolver nos jovens a capacidade de respeitar qualquer pessoa diferente, principalmente quem tem mais peso, por meio de filmes, teatros, palestras e documentários, além de oferecer atendimento com nutricionistas, a fim de criar um ambiente de tolerância e de cuidado com a saúde. Além disso, as Secretarias de Saúde podem fazer campanhas em prol da boa alimentação para evitar a sobrecarga do sistema público.