Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 18/05/2020

No decorrer da história, a obesidade foi vista de diferentes formas, em algumas civilizações na antiguidade ser gordo era considerado sinal de poder. Em outras, como na Grécia, se achava que pessoas com esse padrão tinham mau caráter. Hodiernamente, a obesidade é vista como sinônimo de doença, por não caberem nos padrões de beleza impostos pela sociedade. Com isso, os indivíduos com sobrepeso sofrem: o preconceito e a exclusão social.

Em primeira análise, na contemporaneidade, para a maioria das pessoas a obesidade está ligada com a falta de saúde. No entanto, segundo a endocrinologista Cíntia Macedo, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade, de 60% a 80% do peso de qualquer pessoa está ligado à genética, e não aos hábitos. Contudo, é nítido que a visão da sociedade acerca de indivíduos gordos não passa de um conceito pré-estabelecido.

Outrossim, é importante frisar que com a exclusão social e o desrespeito aos portadores de obesidade, muitas vezes é ceifado a eles seus direitos mais simples. Visto que, levando-se em conta que se trata de um problema de saúde pública, direito social previsto no artigo 6º da Constituição Federal. Embora, grande parte do território nacional, não há leis que garantam seus direitos, seja de acessibilidade, como catracas, macas hospitalares, ou de qualidade de vida, mobiliários, roupas, ou mesmo vagas de trabalho, entre outras coisas. Logo que, pode-se agravar quanto ao transtorno sofrido, que pode gerar danos psicológicos irreparáveis a vítima.

Em suma, torna-se evidente que o preconceito e a exclusão social são um problema que deve ser tratado com urgência. Neste sentido, é necessário estabelecer políticas de inclusão e respeito à alteridade, garantir-lhes saúde e melhor qualidade de vida, seu bem-estar, mas acima de tudo respeito, por parte das esferas governamentais e da mídia. Porém, cabe a cada um dos cidadãos, respeitar a diversidade, sem discriminação ou preconceito, ou seja, ter empatia com o outro.