Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 13/05/2020

A série “Insatiable” da Netflix, de Lauren Gussis, estreada em 2018, retrata a vida de uma adolescente americana, Patty, que inicialmente sofre com o excesso de peso, vítima de Bullying no High School, porém, tardiamente, ela se encontra em um perfil dos seus sonhos e se transforma na “popular” da escola. Fora disso, é fato que esse cenário nefasto ocorre não só em razão do preconceito, mas também da mitigação da mídia brasileira e suas consequências.

Em primeiro lugar, vale destacar que, segundo a filósofa alemã Hannah Arendt, quando uma atitude agressiva se torna constante as pessoas param de vê-la como errada. Nesse contexto, pode-se relacionar ao preconceito gerado a partir do nascimento de uma nova eugenia, com pensamentos e comportamentos originados de um poder hereditário. Esse panorama lamentável acontece porque muitos associam essa personalidade à algo deplorável, no qual vivem presos em uma bolha sociocultural que estabelecem padrões de beleza, tais como: uma pessoa magra, branca, loira e olhos azuis.

Por conseguinte, vale ressaltar que, segundo o lutador pela paz, Mahatma Gandhi, temos de nos tornar a mudança que queremos ter, nesse viés, percebe-se que, hodiernamente, devem ter mudanças clamadas por Gandhi. Diante desses aspectos, a mitigação da mídia no Brasil traz consequências para as pessoas obesas ou acima do peso, como: doenças relacionadas a beleza, anorexia e bulimia, problemas cardíacos, mentais e respiratórios e o peso mental imposto pela sociedade. Com base em pesquisas do jornal BBC, cerca de 20% das crianças brasileiras são obesas e 32% da população adulta tenha excesso de peso, diante dessa dinâmica, observa-se que esse panorama se mantém até hoje.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo juntamente a empresas exibidoras, desenvolvam campanhas publicitárias e propagandas digitais por meio de verbas governamentais que detalhem o aperfeiçoamento de pessoas acima do peso, sugerindo ter uma boa saúde e uma forte beleza interior. Somente assim, será possível combater o preconceito e, ademais, não ter mais situações como de Patty.