Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 16/05/2020

O Instituto de Pesquisa e Saúde, em 2018, afirmou que 32% dos brasileiros estão em situação de sobrepeso e 20% estão obesos. Embora, haja vista essa situação, a indústria alimentícia vem se consolidando na priorização do lucro, já que conta com uma alta lucratividade no mercado financeiro. Dessa forma, negligenciando as consequências negativas que deturpam a saúde e o bem estar do seus consumidores. Por meio da ruptura do princípio da Lei do Sus (8080/1998), que garante a manutenção da saúde e o bem estar biopsicossocial do cidadão brasileiro. Logo, faz-se necessário a análise dessa conjuntura, a fim de consolidar o principio da manutenção de saúde no Brasil.

Em primeira análise, é evidente que ao longo do processo de formação da sociedade, a indústria alimentícia consolidou-se de diversas formas. Nos meados do século XX, em um contexto pós Segunda Guerra Mundial, ocorreu um grande desenvolvimento dos transportes e do sistema de produção. Haja vista, fomentou a ascensão da fabricação e consumo dos ultraprocessados. Entretanto, o seu consumo provoca inúmeras consequências para a saúde humana, já que esta associado a obesidade. Portanto, esse fator é preocupante, devido a sua causalidade as principais doenças crônicas que atingem o nosso país atualmente. Desse modo, demanda uma grande necessidade de controle dessas doenças, tal fato provoca uma pressão sobre o sistema público de saúde.

Além disso, em contraposição a essas consequências surge o mercado das dietas, em 1863, criado por Willian Banting, escritor do primeiro “best-seller” que defendia o estilo de vida “low-carb”. Nessa perspectiva, as dietas sempre estiveram em busca da perfeição imposta pelos padrões idealizados pela elite e consolidado pela indústria da beleza. Sob essa ótica, constata-se um discurso hegemônico introduzido, na modernidade, que moldou o comportamento do cidadão a acreditar que o belo está no corpo magro. Logo, essa situação provoca um ambiente infesto ao psicológico e emocional humano, já que é preconceituoso e gordofóbico,

Infere-se, portanto, a necessidade de ampliar as informações acerca das consequências da obesidade, tanto na esfera fisiológica, quanto na psicológica no Brasil. Para que isso ocorra, é necessário que o Estado proporcione acesso pleno a saúde pública de qualidade, sendo dever do Ministério da Saúde, junto à profissionais da área, o oferecimento aos pacientes tratamentos para as doenças cronicas e constantes alertas sobre a sua realidade. A fim de colaborar com uma qualidade de vida e bem estar físico. Assim, a ampliação de informações provocará uma consciência individual, que preocupe com sua própria saúde. Ademais, desmitifica a glamuralização das “dietas milagrosas” e consolida o princípio da Lei do Sus no Brasil.