Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 20/05/2020

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o respeito à dignidade humana, sabe-se que, na realidade brasileira, esse direito não é promovido para todos os cidadãos, principalmente no que tange à isenção do problema da obesidade  e do sobrepeso. Nesse espectro, isso  acarreta consequências deletérias , sobretudo, a propagação de atos preconceituosos e o aumento de problemas de saúde. Em face disso, destaca-se a necessidade de se combater essa transgressão, por meio de medidas sociais e estatais contra tal situação.

A princípio, é de suma importância evidenciar que as cidades brasileiras foram construídas sob um viés  segregacionista e preconceituosa , de modo que as pessoas não aderidas aos padrões de beleza  são excluídas  socialmente dos ciclos de amizade. Nesse contexto, essa conjuntura ainda  é pertinente à sociedade brasileira, uma vez que  a gordofobia torna-se mais prejudicial   do que a própia doença, de acordo com Jornal ‘‘Uol’’.  Sob esse prisma, o sociólogo Émile Durkheim define a sociedade como fruto das relações sociais,  sendo esse preconceito resultante dos valores morais da população. Dessa forma, a perpetuação do gordofobia gera nas vítimas problemas socioemocionais, pois são tratados como atípicos .

Outrossim, é imprescindível salientar que o Governo possui um gerenciamento nocivo , visto que  concede a classe elitista diversos benefícios a classe elitista e precariza a população de baixa renda. Nessa perspectiva, segundo Karl Marx , na obra ‘‘O Capital’’, o Estado é um comitê que gera  interesses comuns da burguesia, propiciando ao proletariado a discrepância. Nesse viés, nota-se que o governo brasileiro é cúmplice desses valores , uma vez que  os pobres são os mais vulneráveis   à pandemia, pois os mesmos são os mais suscetíveis as patologias que agravam o quadro clínico, como a obesidade, segundo Jornal ‘‘Uol’’. Desse modo, é notável que o Poder Público implemente mais medidas intervencionistas em prol da universalização do respeito.

Portanto, são necessárias medidas que visem a mitigar esse cenário hodierno. Para tanto, urge que o Ministério da  Educação invista mais recursos financeiros na construção de escolas  em áreas carentes , por meio de parcerias governamentais e privadas -  os quais contratarão docentes qualificados- , a fim de propagar valores de boa convivência. Ademais , é imperativo que o núcleo familiar aumente debates domésticos sobre a importância de uma alimentação saudável , a fim de reduzir  futuras doenças. Somente assim, pode-se ter uma sociedade harmoniosa.