Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 18/05/2020
A obesidade atinge quase 20% da população brasileira,mostra pesquisa entre os jovens,o índice aumentou 110% em dez anos.Já o sobrepeso,atinge mais da metade da população (54%).Porém devemos ressaltar que metade das pessoas que estão com o peso elevado,não tem problemas de saúde,entretanto por falta de informação de terceiros,eles acabam praticando o preconceito com o mesmo que está com o peso elevado.
É importante destacar, à princípio, as fontes socioeconômicas que influenciam diretamente no mau hábito alimentar. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o sobrepeso atinge em torno de 54% dos brasileiros, o que reflete um quadro preocupante, já que mais da metade da população convive sob essa condição. Desse modo, verifica-se o estresse rotineiro, a ausência da prática de exercícios, a preferência pela alimentação prática, como também a persuasão midiática e a carestia de alimentos saudáveis como os principais impulsionadores do excesso de peso e, consequente, predisposição à obesidade.
Vale ressaltar, ainda, os impactos ligados ao consumo alimentício inconsciente. Segundo o sociólogo Émile Durkheim, o fato social consiste numa série de manifestações sociais que transcendem o indivíduo e exercem o controle sobre o mesmo. Nesse viés, o caráter intimidador das piadas gordofóbicas representa um típico exemplo desse objeto de estudo sociológico, uma vez que estimula o isolamento, os transtornos alimentares e mentais, além da busca indiscriminada por dietas e remédios milagrosos para o rápido emagrecimento como uma tentativa para se encaixar nos padrões impostos. Dessa maneira, avalia-se um panorama intolerante que urge por resoluções efetivas.
Torna-se evidente, por fim, a adoção de medidas capazes de atenuar o impasse. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Saúde, com parcerias público-privadas, investir no auxílio médico e planejamento alimentar, por meio da distribuição de nutricionistas e psicólogos em unidades de saúde, da construção de academias gratuitas com instrutores capacitados e na realização de campanhas publicitárias e palestras, ministradas por especialistas, que divulguem os riscos de atos gordofóbicos, a fim de promover o devido acompanhamento e orientação aos indivíduos, garantindo, assim, a dignidade cidadã e o equilíbrio adequado entre o sedentarismo e o estilo de vida saudável.