Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 19/05/2020
A obesidade atinge quase 20% da população brasileira, mostra pesquisa feita pelo jornal ”O Globo". Isso decorre pelo aumento de redes de fast-food, consumo exagerado, entre vários outros motivos. O aumento exagerado de peso causa hipertensão, sedentarismo e até depressão. Um dos motivos para tais quadro é a falta de imterligação entre médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais em exercícios físicos, gerando a ineficiência do tratamento.
É importante destacar, à princípio, as fontes socioeconômicas que influenciam diretamente no mau hábito alimentar. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o sobrepeso atinge em torno de 54% dos brasileiros, o que reflete um quadro preocupante, já que mais da metade da população convive sob essa condição. Desse modo, verifica-se o estresse rotineiro, a ausência da prática de exercícios, a preferência pela alimentação prática, como também a persuasão midiática e a carestia de alimentos saudáveis como os principais impulsionadores do excesso de peso e, consequente, predisposição à obesidade.
Por uma perspectiva social, são frequentes o preconceito e a exclusão do meio por intermédio de brincadeiras jocosas (mostrando a ausência de empatia), as quais mais deprimem do que geram humor. O principal fator que incita esse comportamento preconceituoso é a promoção de padrões de beleza pela “indústria cultural” (que visa homogeneizar opiniões) segregando certos tipos de pessoas do ideal de “perfeição”.
Torna-se evidente, por fim, a adoção de medidas capazes de atenuar o impasse. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Saúde, com parcerias público-privadas, investir no auxílio médico e planejamento alimentar, por meio da distribuição de nutricionistas e psicólogos em unidades de saúde, da construção de academias gratuitas com instrutores capacitados e na realização de campanhas publicitárias e palestras, ministradas por especialistas, que divulguem os riscos de atos gordofóbicos, a fim de promover o devido acompanhamento e orientação aos indivíduos indivíduos,garantindo, assim, a dignidade cidadã e o equilíbrio adequado entre o sedentarismo e o estilo de vida saudável.