Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 21/05/2020
Enquanto o sobrepeso é definido pela existência de mais tecido adiposo do que é considerado saudável, a obesidade é caracterizada pela acumulação excessiva desse tecido ao ponto de haver impactos negativos na saúde do indivíduo. Além de afetar o bem-estar da pessoa, percebe-se que há muito preconceito na sociedade atual quanto os indivíduos acima do peso.
Nesse contexto, o aumento de peso é uma tendência mundial intimamente ligada ao barateamento dos alimentos com mais açucares e gorduras e o encarecimento das comidas saudáveis e ao descaso de boa parte da população quanto ao ganho excessivo de tecido adiposo. Esses fatores tendem a aumentar o número de pessoas obesas e com sobrepeso, o que é visto em dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), os quais apontam que cerca de 2,3 bilhões de pessoas no planeta possuem obesidade ou sobrepeso. Esses indivíduos, principalmente os obesos, correm o risco de desenvolverem várias doenças, como apneia do sono, diabetes tipo dois e câncer. A partir do exposto, pode-se compreender quão grave a obesidade e o sobrepeso são, de modo que, levando em conta eles serem fenômenos mundiais, vê-se necessária a intervenção da Organização das Nações Unidas (ONU), a maior entidade intergovernamental do mundo.
Ademais, as pessoas com tecido adiposo em excesso sofrem muito preconceito (a gordofobia) na atualidade por causa do ideal de beleza atual que iguala magreza à beleza. Essa discriminação causa isolamento social, o que, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Swinburne, na Austrália, causa paranoia, ansiedade e depressão. Assim, pode-se ver como esse preconceito é danoso.
Portanto, a fim de diminuir a obesidade e o sobrepeso no mundo, é necessário que a ONU crie um projeto para todos os seus países-membros, levando em conta as particularidades de cada nação, de modo que eles tenham que diminuir os preços dos alimentos mais saudáveis e aumentem um pouco o preço dos produtos mais gordurosos e açucarados. Além disso, a entidade também deveria promover em cada país palestras anuais com especialistas no assunto, os quais tentariam conscientizar a população acerca da problemática, de modo que elas sejam abertas para todos os públicos e vendam livros sobre obesidade e sobrepeso. Desse modo, o excesso de tecido adiposo no mundo iria, a médio prazo, diminuir.