Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 22/05/2020
O filme Wall-e, lançado em 2008, se passa num futuro onde o ser humano é totalmente dependente da tecnologia e todas as pessoas já atingiram um nível sério de obesidade a ponto de precisarem da ciência para realizar simples atividades. Contudo, não é necessário recorrer a ficção para entender que a obesidade e o sobrepeso já são uma realidade hoje. Ademais, nota-se dois lados nesta discussão, o primeiro, um debate positivo sobre saúde, mas o outro, marcado pelo preconceito sofrido por pessoas gordas. Sendo este, causa de grandes problemas psicológicos. Nesse tocante, são pontos que devem ser debatidos e no caso do preconceito, um desafio a ser combatido.
Em primeiro lugar, é conveniente destacar que uma alimentação ruim e sem equilíbrio pode ser o início de um desses problemas relacionados ao peso. Além disso, a falta de uma dieta regular pode gerar resultado negativos, como o surgimento de doenças cardiovasculares. Outro aspecto relevante é o sedentarismo, caracterizado pela ausência de atividades físicas que junto ao consumo de alimentos não saudáveis acabam aumentando a massa de gordura corporal. Atinge adultos e também crianças e jovens, prejudicando seu crescimento saudável. Entretanto, O problema não é ter um peso elevado, mas sim quando este passa a atrapalhar a qualidade de vida da pessoa, comprometendo sua saúde.
Por outro lado, indivíduos com sobrepeso ou obesidade ainda enfrentam desafios na sociedade, um deles um preconceito. No que diz respeito a chamada gordofobia, a vítima é julgada por ter um excesso do peso que a sociedade julga ser o ideal. Outrossim, não tem suas limitações respeitadas, como por exemplo nas companhia aéreas, onde uma pessoa gorda é obrigada a comprar dois assentos ao invés de receber um maior. Assim também nas redes sociais, onde é divulgado um padrão de corpo ideal, e essas pessoas por não se encaixarem nele podem desenvolver problemas com autoestima e auto comparação, o que pode influenciar ao uso exagerado de medicamentos para emagrecer, o oposto de saúde.
Portanto, tornam-se necessárias ações como a fiscalização do Governo Federal ao cumprimento da Lei 13.666/18, segundo a qual os currículos do ensino fundamental e médio devem incluir o assunto de educação alimentar e nutricional por meio de aulas de ciência e biologia para que desde cedo as crianças tomem consciência da importância de manter uma alimentação correta e cresçam adultos saudáveis e praticantes de exercícios físicos, impedindo o desenvolvimento de doenças relacionadas ao excesso de peso. Ademais, empresas e estabelecimentos devem reavaliar suas diretrizes, criando formas de acessibilidade para que pessoas acima do peso sejam incluídas. Por fim, as mídias digitais e seus influenciadores devem reinventar a ideia do corpo ideal com perfis mais diversificados para que todos se identifiquem e assim incentivem os usuários a se aceitarem, mostrando que não existe um corpo perfeito.