Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 28/05/2020
A série “Insatiable”, da Netflix, retrata a vida de uma adolescente que é obesa,mas diante do preconceito vivido ela decide emagrecer e tornar-se uma Miss.Nesse viés,é importante discutir a semelhança fictícia dessa série com a vida real, visto que a maior parte das pessoas acima do peso já sofreu algum tipo de desrespeito.Por isso, faz-se necessário rever os padrões erroneamente instaurados pela mídia bem como os problemas de saúde causados pelos métodos de emagrecimento instantâneo.
Em primeiro plano, cabe a ressaltar a padronização corporal instigada pelas TICS (Tecnologias de Informação e Comunicação) e o advindo preconceito com quem não segue essas rédeas.Diante do exposto,a Escola de Frankfurt Já previa o poder da mídia sobre o ser humano, de modo que fundamenta a “Indstria Cultural” e sua imposição idealizadora.Dessa forma, pessoas obesas ou acima do peso são vitimas desse sistema que limita a beleza a um corpo magro e esbelto, sendo que são discriminadas fisicamente e psicologicamente por 92% da população brasileira, de acordo com as pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2017.
Ademais, o preconceito quanto à pessoa obesa, encaminhado pelas mídias, é majoritariamente ligado à vontade de emagrecer rapidamente, o que, na maioria das vezes, acarreta problemas de saúde.Nesse contexto, é indicado pelo Sistema Único de Saúde que todos os métodos de mudança corporal sejam mediados por profissionais capacitados,os quais vão agir de acordo com as circunstâncias individuais. No entanto, muitos preferem não seguir essas medidas, optando por “Dietas Milagrosas”, que promovem rapidez e eficiência, mas que na verdade pioram a situação e acometem a saúde.
Sob a visão dos argumentos enumerados, é necessário que o desrespeito às pessoas com sobrepeso seja mitigado e a saúde seja o princípio maior do que “Beleza”. Portanto,o poder Executivo em parceria com o Ministério da saúde deve criar uma lei de generalização corporal na mídia,a qual persiste na ideia de intervir nas redes de maior acesso e despadronizar os modelos,para que o conceito de bonito não seja um “Apartheid” da sociedade contemporânea e as pessoas obesas não sejam pressionadas de modo a prejudicaram sua saúde por tais ações.Assim,todos serão misses das suas próprias séries,independente do peso e idealizações.