Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/05/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário brasileiro atual, observa-se justamente o contrário, quanto à questão do problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da Falta de legislação e de má influência midiática.
Em primeiro plano, é preciso atentar para falta de leis que solicitam bunidade para a questão presente. Segundo Umberto Eco, “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna, explicitada pela falta de uma legislação adequada para projeter a vítima de preconceitos e criticas por pessoas ignorantes. Assim, sem base legal, ações de remediação são impossibilitadas, o que acaba por agravar ainda mais a questão entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil.
Outrossim, a má influência midiática ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema tendo uma caracteristica artística na contratação de pessoas com padrão colocado pela sociedade, dificultando o acesso de pessoas com obesidade ter um espaço na mídia, causando nos individuos falta de capacidade e depresão por está fora do padrão,o que expõe os sobrepeso a uma condições de ainda maior exclusão e desrespeito.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Logo, é necessário que as famílias, em parceria com a liderança dos bairros, exijam do poder público o cumprimento do direito constitucional de proteção a essas vítimas. Essa exigência deve se dar por meio da produção de ofícios e cartas de reclamação coletivos, com a descrição de relatos de pessoas da comunidade que sofrem com esse problema, a serem entregues nas prefeituras, para que os princípios constitucionais sejam cumpridos.