Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 05/06/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), os países de baixa e média renda enfrentam desnutrição e obesidade ao mesmo tempo. No Brasil 18,9% enfrentam a obesidade e 54% o sobrepeso (VIGITEL), nunca houve tanta gente a cima do peso e nem tanto preconceito contra gordos.
A intolerância contra os gordos é um efeito do preconceito social baseado nos tabus, isto é, o corpo magro se torna bonito e saudável, já o corpo gordo apresenta problemas de saúde e não é atrativo. No entanto, a incapacidade de manter uma alimentação saudável e acessível é um grande denominador comum em ambos os casos. O estilo de vida atual é muito caótico e corrido, manter uma alimentação saudável é cada vez mais difícil e o estresse vivido é um denominador que contribui para o aumento de peso além da falta de gasto de energia. Ademais, o julgamento recorrente da sociedade relaciona um corpo gordo a doença, mas boa parte das pessoas não apresentam nenhum problema de saúde relacionado à obesidade.
Em outro caso, à obesidade junto com casos de doenças hereditárias ou não, é prejudicial para o obeso. A má alimentação junto com o sedentarismo faz com que as pessoas engordem tanto que não percebem que chegaram no sobrepeso e desenvolveram algumas vezes doenças cardiovasculares, pressão alta, diabetes colocando em risco sua saúde física acarretando risco de morte e afetando a saúde mental, que se mistura a sentimentos negativos relacionados à autoestima e imagem corporal.
Para reverter essa tendência preconceituosa contra obesos e a má alimentação, são necessárias mudanças desde os primeiros anos da criança, que posteriormente virará um adulto com tendencia a ser saudável. Nesse caso, a Indústria de alimentos deve trabalhar junto com o Ministério da Saúde em prol de conscientizar a população através de propagandas impressas, em mídias sociais ou redes de televisão, esclarecer e orientar desde pequenos a terem uma vida mais saudável, fazerem programas sociais voltados aos esportes, fácil acesso a parques e ao bicicletário, além de programas voltados a alimentação consciente.