Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 05/06/2020

Segundo o Ministério da Saúde (MS),temos pela primeira vez no Brasil uma população majoritariamente com sobrepeso 54%,e 18,9% da população adulta se encontra em obesidade. A mudança de hábitos alimentares saudáveis,o consumo de alimentos com alta concentração de carboidratos e conservantes conhecidos como junk food (comida lixo,aludindo aos alimentos ricos em conservantes e de baixo teor nutricional) e o aumento de consumo de fast food,têm como principal causa  do aumento dessa triste realidade.Dessa forma, convém analisar os fatores e efeitos referentes à obesidade e sobrepeso no País.

Como dito anteriormente,de acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o sobrepeso atinge em torno de 54% dos brasileiros, o que reflete um quadro preocupante, já que mais da metade da população convive sob essa condição. Desse modo, é visto que o estresse rotineiro, a ausência da prática de exercícios, a preferência pela alimentação rápida e , como também a persuasão midiática e a carência de alimentos saudáveis como os principais impulsionadores do excesso de peso e, consequente, predisposição à obesidade.

Ademais,uma pesquisa realizada pela Universidade do Sul da Austrália e Universidade de Exeter em novembro de 2018, no Reino Unido, encontrou a mais forte evidência de que a obesidade causa depressão. A pesquisa mostra que o excesso de peso não apenas aumenta os riscos de doenças crônicas, como câncer e doenças cardiovasculares, mas também pode levar à depressão.o caráter intimidador das piadas gordofóbicas representam um típico exemplo desse objeto de estudo, uma vez que estimula o isolamento, os transtornos alimentares e mentais, além da busca indiscriminada por dietas e remédios milagrosos para o rápido emagrecimento como uma tentativa para se encaixar nos padrões impostos.

Considerando os aspectos mencionados fica evidente a necessidade de mudança, portanto,cabe ao Ministério da Saúde, com parcerias público-privadas, investir no auxílio médico e planejamento alimentar , por meio da distribuição de nutricionistas para que todos entendam a importância de uma alimentação saudável e psicólogos em unidades de saúde, da construção de academias gratuitas com instrutores e na realização de campanhas publicitárias e palestras, que divulguem os riscos de atos gordofóbicos, das consequências físicas que a obesidade e o sobrepeso trazem a fim de promover o devido acompanhamento e orientação aos indivíduos. E que sejam criadas pelo estado campanhas midiáticas (por meio de palestras e propagandas na internet e tv) de conscientização sobre os efeitos do preconceito em pessoas obesas ou com sobrepeso,para que assim todos tenham empatia.