Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 08/06/2020

O sistema capitalista faz com que as pessoas tenham que se esforçar cada vez mais para manterem seus trabalhos e conseguirem ganhar um salário melhor. No entanto, o estilo de vida que essa rotina impõem é muito agitado e, quase sempre, deixa a saúde da pessoa de lado. Isso faz com que o indivíduo busque maneiras mais rápidas para suprir suas necessidades básicas, o que pode levar, por exemplo, à obesidade, causada por uma má alimentação e por pressões de padrões.

Essa alimentação faz com que grande parte da população sofra com a obesidade. Segundo o Ministério da Saúde, em 2006, o Brasil tinha 11% de sua população enfrentando a obesidade e, atualmente, essa valor é de 22%. Esse aumento mostra que os brasileiros cada vez mais estão precisando buscar alterativas rápidas para conciliar com a sua rotina. Um fator importante a se destacar é que entre as crianças, 13% são obesas. Tal fato ocorre pelos pais não terem mais tempo de preparar refeições e pelo acesso facilitado delas a produtos não saudáveis. Dessa forma, a nova rotina brasileira está gerando um aumento no número de pessoas que são atingidas pela obesidade.

Além disso, a pressão por padrões faz com que o preconceito com pessoas que passam por isso seja velado. De acordo com a Revista Abril, 42% das pessoas que tem obesidade sofrem preconceito. Essa taxa pode ser ainda maior, visto que, em muitos momentos, as atitudes são vistas como uma ajuda, um conselho e não como um ato preconceituoso. As pessoas que são afetadas pelo preconceito podem desenvolver mais doenças como depressão, isolamento e, em alguns casos, automutilação. No entanto, os agressores não enxergam dessa maneira e acham que o que dizem é uma forma de motivar a pessoa a emagrecer. Sendo assim, o preconceito é muito presente na sociedade, mas não é tão reconhecido.

Portanto, a obesidade é uma doença que atinge grande parte da população e é difícil de ser tradada, por não ser considerada como tal. É necessário que o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Público de Saúde, SUS, criei medidas de saúde pública, como disponibilizar nutricionistas, psicólogos e médicos, para a população atingida pela obesidade, a fim de ajudar as pessoas a conviverem e passarem por isso de uma forma mais tranquila e saudável. Ademais, é preciso que os meios de comunicação, como jornais e canais televisivos, elaborem campanhas, por meio de reportagens e rodas de discussão em programas, a fim de explicitar o preconceito , ou seja, fazer com que ele deixe de ser velado. Dessa forma, as pessoas sofreriam menos com as consequências da doença e passariam por um menor risco de desenvolver outras patologias.