Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 13/06/2020

Na Grécia Antiga, via-se o corpo como elemento de glorificação, então, era fundamental manter a saúde corporal. Paralelamente, a sociedade atual está acelerada, e proporciona relaxamento na saúde, agravando a obesidade. Todavia, esse comportamento é inviável, pois gera um problema de saúde pública, causado não só pela má alimentação, mas também pela falta de auxílio escolar.

A priori, a inserção do brasileiro no mercado de trabalho, auxilia na incorporação de hábitos menos saudáveis, como no consumo de alimentos industrializados e processados. Haja vista que essa alimentação contribui para a obesidade, pois possui um alto valor calórico, devido à quantidade de carboidratos simples e gorduras ruins em sua composição, que segundo a Vigilância de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o excesso de peso aumenta significativamente da faixa etária dos 18 aos 24 anos (30,3%) para a dos 25 aos 44 anos (50, 3%). Portanto, quando a população passa a ter uma rotina mais voltada a carreira profissional elas ficam mais vulneráveis a essa doença.       Outrossim, as criança também são afetadas pela obesidade, segundo o Ministério da Saúde 12,9% das crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas. Nesse sentido, é algo extremamente negativo, pois afeta profundamente a saúde física e a desenvoltura social da criança, prejudicando a sua autoestima e autoconfiança. Além disso, acarreta em baixo desempenho escolar e menor qualidade de vida. Nesse viés, Anísio Teixeira diz que a educação no sentido mais autêntico da palavra é vida, logo, é necessário que a escola esteja inserida auxiliando o indivíduo na compreensão da importância de uma alimentação saudável.

Em suma, é mister que o Ministério da Educação, por meio da disciplina Educação Física, insira no currículo escolar, matérias sobre uma alimentação adequada, riscos de uma vida sedentária, mostrando a obesidade e demais doença crônicas, para que as crianças criem hábitos saudáveis e mantenham em suas vidas adultas. Ademais, é necessário que o Poder Judiciário, por meio de leis, fiscalize as empresas alimentícias, para a adoção de embalagens contendo informações visíveis e objetivas sobre a quantidade de açúcar, sal e demais gorduras prejudiciais à saúde, a fim de que reduza o seu consumo e aumente a preferência em alimentos saudáveis. Assim, o corpo sadio observado na Grécia Antiga poderá ser visto também na contemporaneidade.