Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 11/06/2020
A escultura Vênus de Willendorf, esculpida no período pré-histórico, mostra o sobrepeso como algo almejado, visto que denotava fertilidade. Essa, quando análoga a realidade brasileira, demonstra as variações de perspectivas ao longo dos séculos. Isto é, diferentemente da antiguidade, hoje, o sobrepeso sofre do caráter preconceituoso, sendo também, a níveis de obesidade, considerada um problema de saúde. Esses fatores são intrínsecos à herança cultural brasileira, ao sedentarismo, e, ainda, à má alimentação. Diante disso, fica evidente a ineficácia do Ministério da Educação e a inércia da mídia frente a situação nacional.
Em primeira análise, a perpetuação de padrões eurocêntricos de magreza, oriundos da colonização, propicia a gordofobia no Brasil. Nesse sentido, segundo o pensador francês Victor Hugo, tudo que está morto como fato, está vivo como ensino, ou seja, a persistência citada se dá através da educação. Consequentemente, em virtude de o sobrepeso se diferir desses padrões, estimula-se o preconceito para com tal. Desse modo, a saúde psíquica da vítima de gordofobia é prejudicada, passando a utilizar verdadeiros regimes alimentícios, que só pioram sua saúde física e emocional, para extinguir comentários gordofóbicos rapidamente.
Outrossim, vale ressaltar o sedentarismo e o excessivo consumo de nutrientes como propulsores da preocupante obesidade nacional, posto que tais hábitos aumentam a taxa de gordura corporal. Por conseguinte, de acordo com o instituto EndoVitta , cidadãos obesos estão propensos a outras doenças, que combinadas, ocasionam a morte do individuo. Dessa forma, pode-se afirmar que o mal da obesidade não é somente a incidência de doenças como diabete, hipertensão, câncer, mas também, a diminuição da expectativa de vida no país.
Portanto, para que seja inexistente o problema de obesidade e de preconceito com o sobrepeso no Brasil, é imprescindível a ação do Ministério da Educação e da mídia. O primeiro deve implementar, no âmbito escolar, palestras elucidativas mensais sobre gordofobia e sobrepeso, a fim de evitar transtornos psíquicos posteriores. Já o último, deve divulgar videos e até palestras já desenvolvidas que visam mostrar os perigos da obesidade na vida do brasileiro e como trata-la, com o intuito de estimular novos hábitos populacionais. Assim, corpo e mente saudáveis serão almejados no Brasil tão como a escultura Vênus de Willendorf demonstra que a fertilidade era na pré-história.