Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 17/06/2020

De acordo com a Revista Agência Brasil, chega 54% o número de brasileiros com sobrepeso. Esse grupo acaba por sofrer não apenas com problemas de saúde, mas também com preconceito, cada vez mais presente em uma sociedade repleta de eugenias. Tal opressão é fruto da idealização midiática do corpo perfeito, e da alta oferta de alimentos cada vez menos nutritivos.

Em primeiro lugar, com a chegada da revolução Tecno-Científico Informacional, os veículos de marketing da mídia brasileira ganharam força. O número de horários comerciais e propagandas para vender produtos aumentaram consideravelmente, porém, quase não se vê pessoas com sobrepeso para apresentar tais propagandas. Isso se dá devido ao pensamento pejorativo da mídia brasileira em relação aos obesos, concepção que é passada aos consumidores.

Paralelamente, desde a vitória capitalista na Guerra Fria, o número de multinacionais aumentou em progressão geométrica, como é o caso de empresas no segmento alimentício de “Fast Food”. De acordo com os princípios da oferta e demanda estabelecidos por Adam Smith, com o alto número de empresas no segmento, se têm uma melhor prestação de serviços e preços em relação à outras, ou seja, acaba por ser uma solução mais viável os alimentos pouco saudáveis.

Considerando os aspectos anteriormente mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. É de competência do estado trazer concorrência de gêneros alimentícios saudáveis às multinacionais , por meio de incentivos fiscais aos produtores rurais de comidas orgânicas. Outrossim, também é de dever do mesmo trazer pessoas com deficiências relacionadas ao peso para a mídia, por meio de legislações. Dessa forma, será possível garantir à tal minoria o respeito necessário, além de um modo de vida mais saudável. Só então, um Brasil sem concepções eugênicas será  realidade.