Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 18/06/2020
A Constituição de 1988 tange que todo cidadão brasileiro tem direito à saúde e à liberdade. Entretanto, tendo em vista a questão da obesidade e do sobrepeso no Brasil, devido ao consumismo exagerado e ao preconceito sociocultural, é perceptível que esses direitos não estão sendo cumpridos, já que o corpo de cada um está influenciado com sedentarismo ou escolha pessoal. Destarte, convém que sejam analisados os pilares que sustentam essa problemática a fim de que seja possível diferenciar problemas de saúde e preconceito.
Vale ressaltar que, no século XVII, período no qual ocorreu a Revolução Industrial, foi estimulado o desejo de consumir cada vez mais, como algo essencial para a vida. Já na contemporaneidade, infelizmente, esse errado pensamento ainda existe. Prova disso, pode-se destacar que existem várias propagandas de comidas “fastfood” as quais não são nada saudáveis para a saúde e seus comerciais estimulam as pessoas a comerem isso por ser algo bom, de curto acesso e deve ser aproveitado sem preocupações. Algo ruim, já que esse fato aumenta consideravelmente o sedentarismo, podendo trazer diversos problemas para a saúde humana, como diabetes, hipertensão, doenças que assolam a vida de muitas pessoas e podem causar a morte.
Outrossim, a questão do preconceito sociocultural é outro agravante. Para Henri Lefebvre, maus costumes são criados pelo passado e transmitidos por diferentes épocas como paradigmas. Partindo desse pressuposto, é notória a influência da cultura para a existência do preconceito com o sobrepeso, dado que, no passado, foi criada a ideia de um corpo ideal a ser seguido. No Brasil hodierno, essa ideia equivocada ainda existe. A exemplo disso, o IBGE relatou que mais de 67% das pessoas já foram vítimas ou já presenciaram um ato de preconceito com o corpo de alguém por não atender ao padrão imposto pela sociedade. Dessa forma, caso alguém tenha escolhido ser sobrepeso, mesmo que isso não afete sua saúde, será vítima de segregação social ao ser privado de participar de algo, como não ser contratado por alguma empresa por não ser considerado “aceito” visualmente.
Portanto, medidas são necessárias para combater essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde, por meio de propagandas em televisões e entrega de panfletos, a atitude de levar conhecimento para a população acerca dos perigos de uma alimentação ruim, como a vinda do sedentarismo e suas doenças, haja vista que essa ação irá mudar o pensamento de muitas pessoas que irão cuidar melhor de sua saúde. Somado a isso, o Ministério da Saúde, com uma de verba do Governo, deverá levar palestras para ambientes de acesso a população, tendo em foco escolas e redes sociais, objetivando, a partir dessa ação, que muitos cidadãos rompam com esse pensamento do corpo ideal.