Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 30/06/2020
A Constituição Federal de 1988 -em seu artigo 196- diz que o ser humano tem o direito à saúde e que cabe ao Estado garanti-lo. Entretanto, tal encargo não está sendo colocado em prática, visto que doenças envolvendo o peso estão cada vez mais presentes na sociedade, causadas pela má alimentação provida de produtos industrializados e pelo sedentarismo. Nesse contexto, cabe-se analisar essas causas e as consequências geradas.
A priori, é evidente que a alimentação passou por transformações ao longo dos anos. A Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra em meados do século XVIII, trouxe grandes mudanças no ramo alimentício, nas quais o alimento natural passou a ser industrializado para atender os quesitos de comida rápida e saborosa. Desse modo, alimentos com excesso de gorduras e açucares foram criados, desprovidos de nutrientes, o consumo deles, por consequência, impulsionou os números de obesos que mais tarde adquirem outras doenças mais graves, como doenças respiratórias e psiquiátricas, já que o preconceito da sociedade hodierna com os gordos corrobora para a falta de auto-estima deles e consequentemente, para a depressão que muitas vezes acaba no suicídio.
Outrossim, o sedentarismo também colabora para essa problemática. O filme de animação “Wall-e” do estúdio Pixar, apresenta o homem em todas as suas aparições obeso e sentado, mostrando que o único esforço físico utilizado é para comer. De maneira análoga ao filme, o sedentarismo apresentado é comum na atual população, tal ato tem sua origem na modernidade que proporcionou a facilidade em tudo, criando um ciclo de comer e descansar, no qual o homem deixa de lado as atividades físicas como as caminhadas e corridas. Assim, a falta de exercícios impede o metabolismo corporal de realizar sua função, logo as gorduras adquiridas não são gastas, gerando o sobrepeso.
Em síntese, a questão dos casos de obesidade deve ser trabalhada para que o direito à saúde seja real. Cabe ao Governo, por meio do Ministério da Saúde, criar programas de supervisão alimentar que acompanhe pessoas propensas a adquirir a doença, com o fito de gerar uma melhor alimentação e assim, trabalhar contra o sobrepeso. Ademais, impende às Escolas produzirem projetos, como criação de propagandas e cartazes, que busquem alertas as famílias sobre a importância das atividades físicas. Sob esse viés, a união da conscientização com o apoio do Estado irá combater as consequências da obesidade no cenário brasileiro.