Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 04/07/2020

Doenças. Exclusão social. Depressão. Esses são exemplos que caracterizam o problema da obesidade e do sobrepeso, uma vez que pessoas nessas condições tendem a desenvolver outros problemas de saúde e consequentemente serem excluídas. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de informação e de uma lenta mudança na mentalidade social.

Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica uma causa do problema: se as pessoas não tem acesso ao conhecimento sobre o assunto, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Outro ponto relevante, nessa temática, é a lenta mudança na mentalidade social. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que a questão da obesidade é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social em que o tema não é visto como algo importante, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Para que isso ocorra, as prefeituras, em parceria com o governo do estado, devem proporcionar a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas escolas estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras com especialistas que orientem sobre o tema para os jovens e suas famílias, a fim de efetivar a elucidação da população sobre o tema.