Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 06/07/2020

Sabe-se que a obesidade é uma doença extremamente prejudicial à saúde, a qual pode ser fruto da má alimentação, sedentarismo, problemas hormonais ou distúrbios alimentares. Em vista disso, é notório que os milhares de brasileiros que sofrem dessa enfermidade infelizmente têm de enfrentar, também, problemas como depressão e ansiedade devido à padronização do “corpo perfeito” e ao preconceito enraizado na sociedade contra o sobrepeso, o qual é tido como sinônimo de falta de saúde.

Em primeiro plano, de acordo com o filósofo e iluminista Immanuel Kant, “o homem não é nada além daquilo que a sociedade faz dele”. Diante dessa afirmação, é possível salientar que os padrões de beleza do cenário atual, os quais são impostos majoritariamente pela mídia, são a principal causa da falta de aceitação do próprio corpo por homens e mulheres acima do peso. Dito isso, nota-se que distúrbios como a bulimia lamentavelmente fazem parte da realidade dessas pessoas, as quais tendem a buscar saídas extremas para terem seu corpo dentro dos padrões. Por isso, vale ressaltar que, por mais que a obesidade seja uma doença extremamente grave e prejudicial, seus métodos de combate são criteriosos e não devem ser feitos por estética, mas sim visando a saúde física e mental.

Em segundo plano, é evidente que durante o século XVII, ser gordo era considerado sinônimo de fartura e riqueza, de modo que, quanto mais gordo o indivíduo, mais dinheiro este tinha para comprar comida, logo, era nobre. Entretanto, tudo foi invertido no cenário atual, pois segundo uma pesquisa do IBOPE feita em 2017, 92% dos brasileiros já presenciaram ou praticaram gordofobia. Em decorrência disso, é possível afirmar que inúmeras crianças ainda sofrem bullying nas escolas devido ao seu peso, já que ainda lhes é ensinado que o normal é ser magro. Em virtude disso, as crianças brasileiras crescem odiando seus corpos e com o psicológico abalado. Outrossim, para evitar o sofrimento e o crescimento saudável das mesmas, torna-se necessária não só a reeducação alimentar infantil e o incentivo à prática de esportes, como também a conscientização das mesmas, a fim de que entendam que ser gordo não é sinônimo de feiura.

Portanto, faz-se imprescindível a ação do Ministério da Educação (MEC) juntamente às Escolas para que implementem aulas extracurriculares sem custos que visem a prática de esportes, a fim de manter os jovens e crianças ativos, indispondo de problemas gerados pela obesidade. Dessa maneira, a interação e comunicação entre os alunos seria maior, melhorando também sua habilidade motora e cognitiva. Assim, os brasileiros não teriam de enfrentar mais problemas como depressão e ansiedade gerada pela obesidade.