Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 27/07/2020
Mc Donalds. Burguer King. Giraffas. Essas são algumas das franquias espalhadas pelo mundo, assim como os alimentos industriais e processados, que colaboram para o aumento do índice de obesidade no país. Nesse contexto, é nítido que boa parte da população encontra-se em sobrepeso ou obesa, o que pode gerar entraves como preconceito ou problemas de saúde. Dessa forma, medidas que alterem essa realidade são essenciais.
A priori, cabe salientar que os indivíduos que se encontram acima da faixa ideal de peso estão suscetíveis ao preconceito, bullying e exclusão social. Ademais, tais atitudes podem prejudicar a saúde da população a níveis psíquicos, o que pode atrapalhar tratamentos ou dietas. Nesse prisma, cabe citar o filme ‘‘preciosa’’ no qual uma jovem negra e obesa sofre preconceito por causa do seu peso e pele, o que retrata o sofrimento e luta diária desse povo frente a opressão social.
A posteriori, além do preconceito sofrido, a população obesa sofre diretamente com as consequências que a obesidade pode trazer a saúde. Nesse ínterim, o emocional é abalado e enfermidades como diabetes tipo 2 e hipertensão, responsáveis respectivamente pela escassez de produção de insulina e aumento da pressão arterial, podem surgir. Desse modo, tais doenças estão mais propensas a aparecer em indivíduos obesos, e são irreversíveis, o que deixa uma marca permanente na saúde.
Destarte, infere-se que o avanço da obesidade deve ser contido. É necessário, portanto, que prefeituras organizem mensalmente palestras em praças, que instiguem o combate ao preconceito contra obesos, formando uma população consciente e tolerante. Outrossim, cabe a mídia em conjunto com o Ministério da Saúde, promover campanhas intensivas de hábitos saudáveis e exercícios físicos constantes, impedindo comorbidades em toda população brasileira. Nessa lógica, os fast-foods e afins não prejudicarão a saúde e peso da nação.