Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 27/07/2020

“My Mad Fat Diary” é uma série televisiva que relata a história de uma adolescente obesa que retrata o seu cotidiano em seu diário, incluindo os momentos de gordofobia e exclusão social por conta de seu peso. De maneira análoga, no Brasil, cerca de 20% da população sofre de obesidade, segundo pesquisas da Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico). Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para minimizar a questão do sobrepeso no país, que é motivado por aspectos educacionais e da busca pela praticidade.

Em primeira análise, é evidente a falta de informação dos jovens sobre a importância de seguir uma dieta saudável. Grande parte das escolas, principalmente as públicas, não possuem materiais didáticos que influenciem os estudantes a se alimentarem bem e os alertam sobre os ricos que uma má alimentação pode trazer, como problemas cardiovasculares e obesidade. É inadmissível aceitar que, a escola, como fator primordial na formação de um indivíduo, não disserte sobre temas agregados ao bem estar e à saúde dos alunos.

Ademais, vale postular a busca pela economia de tempo como impulsionador do problema. A busca pela comida rápida, a chamada fast-food, triplicou durante o período de globalização e permaneceu no cotidiano dos brasileiros desde então, contribuindo com o aumento da taxa de obesidade no país. Por conterem grande quantidade de gorduras saturadas e alto teor de sódio, as comidas prontas, a longo prazo, podem causar diversos malefícios à saúde daqueles que abusam de seu consumo. De acordo com a teoria da Indústria Cultural, da Escola de Frankfurt, os meios de comunicação se tornaram instrumentos de manipulação, o que pode ser refletido nas propagandas excessivas de fast-food, influenciando cada vez mais os hábitos alimentares da sociedade.

Portanto, medidas são necessárias para solucionar o impasse. Faz se mister, pois, que as Secretarias de Educação municipais, em parceria com o Ministério da Saúde, promovam palestras nos ambientes escolares e em locais de grande circulação de pessoas, contando com a ajuda de nutricionistas que orientem a população sobre os riscos da má alimentação. Além disso, é preciso que a família esteja atenta aos produtos consumidos em casa, evitando futuros problemas de saúde. Espera-se, dessa maneira, que ocorra a limitação desse adverso imbróglio social.