Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 05/08/2020
O período da Idade Média, foi marcado pela fome e desnutrição da população. Este fato influenciou o pensamento popular, a arte e a cultura a valorizar o excesso de peso como algo belo, que representava fartura e riqueza. No cenário contemporâneo, essa visão modificou-se graças à descoberta dos malefícios que a obesidade traz à saúde, todavia, a mudança também se deu ao preconceito oriundo de um novo padrão de beleza. O sedentarismo e o consumo excessivo de fast-food contribuem para o contexto. Isso mostra o quão essencial é a superação desse revés.
É impressionante observar os índices de sobrepeso no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 52%, mais da metade da população, estava acima do peso ideal em 2015. Tal situação se deve ao consumo exagerado de embutidos, enlatados e comidas processadas, aliado à falta de exercícios físicos na rotina. Ademais, não há conscientização alimentar por meio da escola, família ou mídia, e o preço acessível dos alimentos fast-food tornam cada vez mais comum a adoção de hábitos não-saudáveis. Juntamente com tais fatos, é perceptível que nossa sociedade possui uma visão aristotélica que identifica beleza somente em corpos simétricos e harmônicos, além de associar saúde automaticamente com magreza. Tais circunstâncias trazem inúmeros prejuízos sociais, evidencia-se então, o quadro negativo vivido pela nação.
Certamente, os obesos são afetados não só pelos problemas de saúde, mas também por distúrbios psicológicos, causados pela extrema vivência de julgamentos e situações constrangedoras . Esta parcela têm sua qualidade de vida abalada na escola, no mercado de trabalho e nas relações pessoais, onde estão vulneráveis a lidar com o bullying e a exclusão, que por sua vez, contribuem para transtornos como anorexia, bulimia ou o consumo desenfreado de remédios emagrecedores, todos desencadeados por baixa autoestima e autoconfiança.O comportamento gordofóbico age de maneira tão negativa quanto à adoção de maus hábitos, pois é evidente que a preocupação excessiva com a imagem corporal é altamente prejudicial à saúde. Logo, medidas devem ser tomadas para que esses impactos sejam reduzidos.
Diante do exposto, portanto, é necessário que o Ministério da Saúde crie campanhas de combate a obesidade através da conscientização sobre os malefícios. Para garantir o funcionamento de tal medida, a escola se responsabiliza de trazer informação através de palestras com nutricionistas e aulas que tratem do assunto alimentação. À família e a sociedade, cabe o papel de educar as crianças a não consumirem doces e salgadinhos em excesso, substituindo-os por frutas e vegetais na alimentação rotineira, além de também aderir a prática de atividades físicas regularmente.