Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 13/08/2020
Sendo a principal causadora de diabetes, pressão alta e derrames, a obesidade já faz parte da vida de 425 milhões de pessoas ao redor do mundo. Desses, 12,5 milhões são casos no Brasil, o que nos torna o quarto país com o maior número obesos no cenário mundial.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 55,7% dos brasileiros estão com o Índice de Massa Corporal acima do valor considerado ’normal’ pela OMS (Organização Mundial da Saúde), porém, apenas 38% praticam atividades físicas no tempo livre e 23,1% possuem uma alimentação saudável.
A falta de informações sobre a doença é o principal motivo pela despreocupação brasileira. De acordo com a IDF (Federação Internacional de Diabetes), 46,3% das pessoas com diabetes não sabem que têm a doença, o que coloca o país em sexto lugar no ranking dos territórios em que há falta de diagnóstico.
Um dos caminhos mais comuns tomados pelos obesos é a realização da cirurgia de redução do estômago, que tem como objetivo reduzir o peso de pessoas com o IMC muito elevado. Dados do Ministério da Saúde informam que, em 2018, foram realizados 11 mil cirurgias bariátricas, porém, as longas filas para a realização da cirurgia é responsável por mais de 45 mil mortes todos os anos no Brasil.
Nesse contexto, o número de casos de preconceito com pessoas acima do peso ou obesas teve um aumento significativo. Conforme pesquisa realizada pela IBOPE, a gordofobia é um fator presente na rotina de 92% dos brasileiros. Segundo a compositora Anná em sua música “Carta à Boa Forma”, as pessoas não se preocupam de fato com a saúde de uma pessoa obesa, e sim o fato dela estar acima de um peso definido como padrão pela sociedade.
Portanto, a obesidade é uma doença que vem acompanhada de grandes consequências. Logo, cabe ao governo, por meio do Ministério da Saúde, fornecer informações sobre os problemas da obesidade e como evitá-la, por meio da divulgação na mídia. Além disso, é de suma importância que os mesmos reorganizem o Sistema Único de Saúde (SUS) para o amparo do maior número de pacientes possíveis, realizando a construção de novos hospitais com tratamentos específicos. Deste modo, teremos uma sociedade conscientizada sobre a necessidade de uma mudança em seu estilo de vida e a importância de manter uma vida saudável.