Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Na série televisiva: “Quilos mortais” mostra a vida de pessoas extremamente obesas, seus hábitos sedentários e sua má alimentação. A partir desse programa, nota-se o intenso problema que a obesidade e o sobrepeso traz para um indivíduo, principalmente, ao se inserir na sociedade, uma vez que esta tem gordofobia. Desse modo, é evidente que o estilo de vida e a homogeneização da alimentação colaboraram para o agravamento dessa situação.

Em primeira análise, entre os fatores da obesidade, observa-se uma péssima rotina, tanto alimentar quanto em relação das atividades físicas, e uma tendência de uniformização de produtos poucos nutritivos e muito calóricos. Nesse sentido, com a aceleração do ritmo de vida, o ato alimentício se tornou precário, como no consumo homogêneo de alimentos prontos, industrializados e ultraprocessados; somando a isso, a baixa ou nula execução de exercício de físicos, como vê-se em “Quilos Mortais”. Dessa forma, tais fatos geram uma população com 32 % no sobrepeso e 20% obesa, de acordo com a Agência do Brasil.

Em segunda análise, é indubitável que há consequências negativas, quando uma pessoa se encontra em um quadro de obesidade ou sobrepeso, sejam físicas ou mentais. Adiante, estão propícias, na maioria das vezes, à adquirirem doenças crônicas, como diabete e hipertensão. Adicionalmente, pela mentalidade fundada na  gordofobia que permeia na sociedade, 92% dos brasileiros já praticaram ou presenciaram algum ato de preconceito contra os indivíduos que estão acima do peso, como mostra o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística. Logo, isso lhe afetam emocionalmente, o que pode formular depressões e outras crises.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar o impasse. Dessa maneira, com a finalidade de conter os avanços das consequências da obesidade e do sobrepeso, urge ao Ministério da Saúde criar campanhas de incentivo à alimentação saudável e à prática de atividades corpóreas. Isso por meio da implantação desses projetos nas escolas, faculdades e ambientes de trabalho, com a formulação de uma dieta e treinos com a supervisão de nutricionistas e a de um educador físico. Além disso, é necessário que cessem a discriminação com os gordos, por isso, as Instituições Familiares devem ensinar princípios respeitosos para seus filhos, através de um conversa saudável, na qual mostre que ninguém pode ser discriminado.