Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 01/09/2020

Desde o período Neolítico, o qual é marcado pelo desenvolvimento da agricultura, os seres humanos têm desenvolvimento hábitos mais sedentários.Na sequência,com o início da Revolução Industrial o processo produtivo foi aprimorado ampliando a agilidade tanto na produção quanto no consumo.Desse forma,no Brasil, os índices de obesidade e sobrepeso têm crescido exponencial evidenciando, assim, uma grande problemática na saúde pública, posto que há como principais desafios o preconceito e a ineficácia do SUS, sistema público de saúde.

Em primeiro lugar,o preconceito contra pessoas obesas é carregado de falta de informação e criticidade, elevando padrões de beleza pautados na magreza e difundindo a ideia de que o indivíduo não tem força de vontade e/ou capacidade de cuidar de sua saúde.No entanto, a gordofobia causa efeitos graves a saúde com a disseminação de dietas extremas e infundados e transtornos psicológicos relacionados a falta de auto estima e aceitação.Além disso, esta doença pode estar relacionada a diversos outros fatores como desequilíbrio hormonal , genética, entre outros.Para exemplificar, a revisa “Galileu” divulgou uma matéria evidenciando os males relacionados com a gordofobia, sendo que esta pode ocasionar sérios danos nutricionais.

Em segundo lugar, a ineficácia do SUS pode ser observada em diversas esferas, dentre elas a divulgação de informações relacionadas aos males da obesidade e sobrepeso, a disposição das informações nos rótulos de maneira mais clara, o atendimento clínico multidisciplinar na redução do peso e no atraso e dificuldade em dispor do atendimento terciário (cirurgia)quando necessário.Como exemplo, a reportagem “O sistema”, do médico Drauzio Varela, mostra pacientes com falta de atendimento clínico no apoio ao controle alimentar e de doenças crônicas, além de pacientes que aguardam na fila para realizar a cirurgia bariátrica a mais de dois anos, demonstrando as falhas no sistema de saúde.

Portanto, medidas são necessárias para coibir esta intempérie. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, como instância máxima do poder nesta área, produzir campanhas que demonstrem os males relacionados a obesidade e sobrepeso, além de disseminar informações sobre a gordofobia e os danos atrelados a ela, por meio de divulgação nas mídias sociais e palestras ministradas por agentes de saúde em escolas e instituições públicas com o intuito de reduzir os índices crescentes desta doença e coibir a ação preconceituoso. Ademais, o Estado deve investir no tratamento multidisciplinar, por meio do aumento de verbas para prefeituras e estados investirem nesta área, para disponibilizar atendimento de qualidade e diminuir a necessidade de intervenções cirúrgicas.