Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 10/09/2020
Obesidade é uma condição orgânica em que o indivíduo tem excesso de gordura corporal, resultante da ingestão de calorias acima das necessidades corporais, associadas a um estilo de vida sedentária. Essa condição leva ao surgimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão arterial e impacta negativamente na qualidade de vida do indivíduo. Dessa forma, é imprescindível remediar tal problemática.
Com o advento da vida moderna e as mudanças no padrão alimentar da população, a obesidade vem surgindo como uma epidemia mundial. A todo momento somos bombardeados pelas facilidades do “fast food” e ao prazer que esse tipo de comida proporciona. As prateleiras estão cada vez mais recheadas de alimentos ricos em calorias, porém pobre em nutrientes, associando a ideia de felicidade ao prazer momentâneo proporcionado por esse tipo de alimentação. Consequentemente, doenças como a diabetes e a hipertensão arterial tornam-se cada vez mais comuns, levando ao aumento da morbimortalidade da população por doenças crônicas preveníveis.
Ademais, um corpo obeso impacta negativamente na qualidade de vida desse indivíduo. Os maiores problemas encontrados estão relacionados a distúrbios emocionais e psicológicos, associados ao preconceito e à discriminação no trabalho, sociedade e nos relacionamentos interpessoais. Uma vez que há o agravamento dessas situações, o isolamento social torna-se mais significativo, provocado pela sensação de inadequação perante os padrões sociais vigentes, tendendo ao estresse, à depressão e ao deterioramento da capacidade funcional.
Portanto, a obesidade constitui um problema de saúde pública com graves consequências no processo de saúde-doença da população. Sendo assim, é necessário a inserção da educação alimentar no ensino primário com a formação de profissionais educadores no assunto, oferta de informações relevantes à família, mudança nos cardápios e tipos de alimentos oferecidos nas escolas e autonomia alimentar das crianças com disponibilização das refeições nutritivas em “self-service”. Somado a isso, é preciso que as secretárias municipais e estaduais da saúde também melhorarem o acesso das pessoas obesas aos serviços de saúde, através da criação dos centros de referência à pessoa obesa com o acolhimento de demanda espontânea, diminuindo a burocratização do acesso ao serviço. Assim, a prevenção e o cuidado é o melhor caminho para manter a saúde e evitar doenças atuais e futuras.