Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 13/09/2020
A Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu, durante o século XXI, a obesidade como uma doença física. Sendo que, além de apresentarem acúmulo de gordura nas artérias e órgãos vitais, as pessoas com sobrepeso, muitas vezes, também adquirem comorbidades que colocam suas vidas em risco. Entretanto, ultimamente no Brasil , as pessoas acima do peso, não só apresentam dificuldades com sua própria saúde física, mas também sofrem com o preconceito social por estarem nesta situação.
No mundo pós-moderno, a rotina da sociedade é cada vez mais agitada e multitarefas, como consequência, a dinâmica da alimentação está em constante mudança, sendo que, muitos indivíduos estão optando pelo consumo prático e rápido, preferindo alimentos industrializados e, muitas vezes, nocivos à saúde, a consequência, é o aumento da obesidade. Para ilustrar, referente dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 55% da população brasileira está acima do peso. Nesse sentido, de acordo com médicos e nutricionistas brasileiros, há também, um aumento de indivíduos que, por estarem com obesidade, são alvos de outras doenças, tais como a hipertensão, cardiopatias e doenças respiratórias, implicações essas, que colocam suas vidas em xeque.
Em segundo plano, a atriz Mariana Xavier, que deu vida à personagem Marcelina no filme brasileiro “Minha mãe é uma peça”, recentemente conduziu um debate nas ruas de São Paulo sobre o constante preconceito que pessoas com sobrepeso sofrem. Neste ínterim, ela, juntamente com outras pessoas, refletiram sobre os estigmas sociais da obesidade, que vão desde piadas grosseiras a agressões físicas. Ademais, pessoas obesas também sofrem discriminação de autoridades e profissionais da saúde. A título de exemplo, uma pesquisa realizada na principal rede de saúde da cidade de Nova York, nos EUA, indicou que muitos médicos podem ter uma “reação negativa” a pacientes obesos. Neste contexto, essas ações negativas podem causar a baixa autoestima e a depressão à essas pessoas.
Partindo desse pressuposto, além de uma mudança na dieta, buscando o consumo saudável, associada a prática de atividades físicas, com o intuito de diminuir a obesidade e suas comorbidades na sociedade, é necessária, primeiramente, a criação de leis e punições exclusivas para casos de discriminação a obesos, e em segundo plano, cabe ao Ministério da Educação, elaborar métodos de conscientização nas escolas, principalmente nas classes primárias de ensino, por meio de didáticas que exponham a importância do respeito ao próximo a fim de acabar com as discriminações. Dessa maneira, as crianças e adultos da próxima geração terão um senso de compaixão e empatia que irão anular o preconceito social, incluindo o de obesos, que acompanha a sociedade brasileira atual.