Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 15/09/2020

Durante os últimos séculos, a partir das Revoluções Industriais e a consequente modernização da estrutura produtiva, o processo de fabricação alimentícia mudou e forma de consumo também. Nesse sentido, é possível perceber que a qualidade dos produtos já não é mais a mesma, uma vez que há grande utilização de agrotóxicos, conservantes e fertilizantes, para garantir maior rendimento durante a produção. Entretanto, o uso dessas substâncias, juntamente com a influência de fatores externos, como a mídia, tem contribuído para o aumento excessivo dos casos de obesidade no Brasil. Dessa forma, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.

Convém ressaltar, a princípio, o aumento do consumo de industrializados e seus impactos sobre a saúde da população. Quanto a esse fator, é válido destacar que cada vez mais o homem busca pela  praticidade no dia a dia, e com a alimentação não é diferente. Em razão disso, por demandar menor tempo e ser mais barato, a preferência por enlatados e “fast foods” é maior. No entanto, a alta ingestão desses alimentos é responsável por desencadear algumas patologias, como hipertensão, diabetes, além do cansaso e indisposição. Ademais, é importante evidenciar que a indústria de propagandas influencia, em grande parte, no aumento do índice de obesidade no país, visto que utiliza de imagens apelativas a fim de despertar no subconsciente do telespectador o desejo por determinado produto.

Além do mais, é preciso compreender que a falta da prática de exercícios físicos também contribui para os índices alarmantes do problema em questão, em que, segundo o Ministério da Saúde, quase 20% dos brasileiros possui o dignóstico. Isso porque, quando não há um gasto de energia proporcional ao que foi ingerido, a quantidade de gordura acumulada no corpo aumenta, o que ocasiona o sobrepeso - que acomete mais de 50% da população - e demais doenças crônicas. Por outro lado, manter uma alimentação saudável tornou-se cada vez mais caro, devido aos grandes investimentos aplicados durante a produção, como maquinários mais tecnológicos e produtos químicos que interferem na qualidade e durabilidade do produto.

É evidente, portanto, que medidas precisam ser tomadas para reverter o quadro. Desse modo, o Ministério da Saúde deve criar um programa nacional de acompanhamento médico aos obesos, em todos os estados brasileiros, que, com o apoio de profissionais da área de nutrição, realizem o monitoramento desses indivíduos, a fim de auxiliá-los na mudança de comportamento para hábitos  mais saudáveis. Além disso, para efetivar a ação, esse mesmo órgão, por meio da mídia, deve criar um número maior de propagandas que estimulem a preferência por alimentos naturais e a prática de exercícios físicos, visando evitar o crescimento de tal doença. Assim, o problema será atenuado.