Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 17/09/2020
No seriado britânico “My mad fat diary” acompanha a vida de Rae, uma jovem gorda de 16 anos, a personagem enfrenta muitas dificuldades, não pelo seu peso, mas pelo preconceito que sofre por não se enquadrar em um padrão. De maneira análoga a história fictícia, a questão da obesidade e do preconceito com pessoas gordas, no Brasil, ainda é um grande problema. Assim, é lícito afirmar que o estilo de vida moderno e a falta de informação sobre os fatores que levam a obesidade contribuem para perpetuação desse quadro.
Em primeira análise, é evidente que a aceleração do ritmo de vida reduziu o tempo disponível para ter hábitos saudáveis. Dessa forma, é considerável citar a obra de Zymunt Bauman, “Modernidade Líquida” em que o mundo moderno é caracterizado como um conjunto de aceleradas e fluídas relações, logo, para acompanhar esse frenético ritmo da sociedade em que o homem é escravo de seu tempo, e bons hábitos acabam sendo negligenciados, a busca por alimentos rápidos e industrializados torna-se frequente. Verifica-se, portanto o impacto da sociedade imediatista na questão da obesidade.
Além disso, a falta de informação a respeito dos fatores que influenciam a obesidade são um dos motivos de gerarem tanto preconceito. De acordo com uma pesquisa feita por psicólogos da Universidade de Los Angeles apontou que metade dos norte-americanos considerados acima do peso conforme seus índices de massa corporal (IMC) são saudáveis, assim como milhões de obesos, a pesquisa também mostra que mais de 30% das pessoas IMC considerados normais na verdade não estão saudáveis. Nesse sentido, as pessoas que praticam preconceito só estão levando em consideração a questão alimentar para justificar seus argumentos e isso deve ser combatido divulgando dados coerentes a respeito do problema.
Dessarte, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Cabe ao Ministério da Saúde criar campanhas publicitárias nas redes sociais por meio de verbas governamentais, que detalhem todos os motivos que levam a obesidade e que ela não é sinônimo de falta de saúde, a fim de combater o preconceito e incentivar a população a terem bons hábitos. Desse modo, será possível ter cidadãos menos preconceituosos e mais preocupados com a saúde do que com a estética em si. Assim, cenários como da personagem Rae não serão mais uma realidade