Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 19/09/2020
O reality show estadunidense “Quilos Mortais” traz à tona um tema que tem gerado grande preocupação, principalmente entre as organizações de saúde, a obesidade. Tal condição já se tornou uma crise global e seguindo essa ordem, o Brasil sofre com esse problema, uma vez que a obesidade e o sobrepeso persistem no País.
Inicialmente, é necessário destacar que a nação vive uma epidemia de obesidade. Pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde revelam que metade dos brasileiros então acima do peso e que em 12 anos o índice de obesidade cresceu, aproximadamente, 68%. Tais fatos são decorrentes da má nutrição, da falta de informação e principalmente, do estilo de vida sedentário da população. Outrossim, essa epidemia causa grande preocupação entre os agentes de saúde, uma vez que essa está diretamente relacionada às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) como diabetes, câncer, doenças cardiovasculares e mentais, como afirma o renomado médico brasileiro Drauzio Varella.
Deve-se considerar também que a gordofobia é uma realidade para os indivíduos com obesidade e sobrepeso. O filme “Dumplin”, produzido pelo canal de streaming Netflix, aborda como a pressão estética social afeta a vida daqueles que estão acima do peso. Essa realidade gordofóbica é vivida diariamente por diversos indivíduos, principalmente mulheres, uma vez que há uma constante coerção de se seguir os padrões de beleza, os quais são em sua grade parte ditados por uma mídia elitista e preconceituosa.
Destarte, faz-se necessário que o Ministério da Saúde, responsável em salvaguardar a todos o direito à saúde, leve informação e conhecimento a cerca dos riscos causados pelo sobrepeso. Este deve ser feito por meio de projetos, campanhas e aulas nas escolas e comunidades, principalmente as mais carentes, que abordem a necessidade de hábitos saudáveis, a fim de acabar com a epidemia de obesidade no Brasil. Ademais, é preciso que a mídia, por meio da inserção de diversidade em seus programas e propagandas, rompa com os padrões atuais de beleza. Somente assim será possível proteger a saúde física e mental de todos os cidadãos.