Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 21/09/2020

No Brasil, as implicações clínicas devido ao aumento da taxa de sobrepeso da população e o preconceito ao qual essa parcela está submetida inserem-se como um empecilho para a manutenção da saúde física e psicologia da sociedade. Essa circunstância adversa exige uma atuação mais contundente do poder público e de instituições formadoras de opinião com o escopo de criar uma cultura de alimentação saudável, além de mitigar atos discriminatórios.

Efetivamente, a negligência com a alimentação e a falta da prática de exercícios físicos levam um número cada vez maior de pessoas à obesidade, condição médica em que se verifica acumulação excessiva de tecido adiposo ao ponte de poder causar impactos negativos na saúde, como problemas cardíacos e desgaste prematuro da estrutura óssea. Nesse sentido, grande parte da população brasileira sofre com as consequências desse quadro clínico, desenvolvendo doenças crônicas ,como a diabetes mellitus, que impactam diretamente a qualidade de vida desses indivíduos, podendo interferir até em sua longevidade.

Ademais, muitas pessoas com sobrepeso, apesar de não serem necessariamente doentes e conseguirem manter um estilo de vida saudável, enfrentam preconceitos relacionados a seus corpos de maneira constante. Nesse contexto, usando uma analogia ao mito da caverna, do filósofo grego Platão, os indivíduos que praticam esses atos vexatórios se encontram no “mundo de sombras” onde há apenas a ignorância e o senso comum, que pregam que apenas o corpo magro é saudável e bonito. Assim, as pessoas gordas se sentem marginalizadas e podem desenvolver diversos problemas psicológicos, como distúrbios de imagem.

Portanto, para inserir uma cultura de alimentação saudável na população, cabe a União, principal responsável pela manutenção do bem-estar social, criar campanhas elucidativas com a participação de especialistas em nutrição, que alertem a sociedade sobre os perigos da negligência com a alimentação por meio de palestras com largo alcance e disseminação de conteúdos nas redes sociais. Além disso, é importante que instituições formadoras de opinião, como escolas e universidades, forneçam debates educacionais sobre padrões estéticos e pluralidade de corpos para acabar com atos preconceituosos.