Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 23/09/2020

Durante alguns períodos da antiguidade e da pré-história, as pessoas gordas eram consideradas padrão de beleza, visto que isso era um sinal de riqueza e fartura. Contudo, os padrões de beleza mudaram, fazendo com que corpos gordos, saudáveis ou não, fossem considerados errados de toda forma, trazendo a tona uma imposição de que a magreza deve ser buscada a todo custo. Assim, a busca do corpo ideal na sociedade aumenta os casos de gordofobia, além de tirar a importância do combate à obesidade de forma saudável.

Em primeiro lugar, a tentativa de atingir os padrões sociais afeta muito as pessoas gordas, as quais são constantemente vítimas de preconceito pelo peso, mesmo que esse ainda seja considerado ideal pelos índices de saúde, por exemplo o Índice de massa corporal. Como mostrado no filme “Dumplin”, em que uma adolescente gorda decide entrar no concurso de beleza que sua mãe havia ganhado diversas vezes, a sociedade coloca muita pressão sobre os corpos, como se o peso definisse as capacidades intelectuais, artísticas e sociais das pessoas. Mas, apesar de a moça não ganhar o concurso no filme, ela descobriu que seu peso e suas formas não impediam-na de se encaixar na sociedade, pois as pessoas poderiam aprender a respeitar suas diferenças.

Além disso, a aceitação dos corpos gordos pode ajudar no combate à obesidade e ao sobrepeso, pois é capaz de motivar a mudança saudável até no necessário para uma boa qualidade de vida, e não para atingir um padrão social. Dessa forma, muitas formas de positividade corporal ajudam na aceitação e busca da saúde, sendo a popularidade de blogueiras plus size como a Ju Romano um exemplo. Para isso, a blogueira incentiva em suas contas da internet a ideia de que os corpos são livres, sendo importante apenas manter a saúde para evitar doencas cardíacas e diabetes, além de outras com maior risco para obesos.

Com isso, o problema da obesidade e do sobrepeso podem ser combatidos de forma mais saudável e humana, sem considerar os preconceitos que envolvem os corpos. Para tal solução, o Ministério da Saúde deve reduzir os casos de gordofobia, bem como os de obesidade, por meio de campanhas nas redes sociais, televisão e rádio, as quais envolvam figuras públicas e influentes, como a Ju Romano, para ressaltar a importância da aceitação dos corpos e a busca pela saúde no combate à obesidade. Desse modo, o padrão de beleza deixará de ser um corpo magro ou gordo, para ser o de um corpo feliz.