Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 01/10/2020
A Grécia antiga, o Egito e o Renascimento transmitiam seu padrão estético, seja relacionado ao peso, seja descrito no comportamento. Contudo, na contemporaneidade, esse imperativo tornou-se problemático, visto que o sobrepeso e a obesidade são retratados como aspecto uno, ou seja, uma doença. Isso reproduz o preconceito de maneira generalizada e, além disso, impede o planejamento adequado para lidar com distúrbios - por exemplo, o alimentar. Assim, evidencia-se a necessidade de discussão acerca da inexistência de foco preventivo e o padrão estético normativo.
Em primeiro plano, a omissa informação condizente à precaução de doenças ocasionadas pela obesidade revelam a problemática do sistema de saúde brasileiro. De acordo com Drauzio Varella, médico cancerologista, a ausência de conscientização destinado à população corrobora o entrave nesse setor crucial, juntamente como o crescimento de adversidades - como negatividades referentes ao aumento de peso, como hipertensão e diabetes. Dessa forma, a inexistência de reconhecimento preventivo, que deveria ser disponibilizado a partir das instituições médicas transfigura-se na contraproducente realidade da saúde contemporânea, já que a atenção voltada apenas para o tratamento de doença de maneira específica torna-se ineficaz, pois devido a esse contexto, ocorre constantemente os casos.
Ademais, o modelo de referência corporal reforça o preconceitos. Segundo o livro “História da Feiúra”, de Umberto Eco, o conceito de “feio” é imposto pelo comportamento social definindo o indivíduo que está fora do padrão aceito pela coletividade como retrógrado, assim, violentando-o. Tal contexto permeado na sociedade reproduz o prolongamento de práticas preconceituosas - como a gordofobia, por exemplo. Assim, o padrão normativo é excludente e adverso nas discussões sobre a obesidade e sobrepeso, posto que é disseminado a problemática desse comportamento nefasto.
Nessa perspectiva, portanto, é indubitável que medidas sejam tomadas a fim de mitigar os contratempos. Primeiramente, o Ministério da Economia e governos estaduais, por meio de tributos, disponibilizem programas concernente à prevenção da obesidade - como informações sobre alimentação e esportes. Estes projetos devem ser distribuídos na rede de ensino pública e privado, além de apresentações em parques municipais. Além disso, é crucial que os governos estaduais, por meio de verbas estaduais, dissemine cartilhas digitais acerca do preconceito do peso - como agressões verbais. Logo, buscando reduzir o prejulgamento presente na sociedade e garantir que a contemporaneidade tenha seu modelo corporal adequado a uma comunidade republicana.