Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 06/10/2020
Com o advento da Revolução Industrial, a indústria alimentícia passou a vender alimentos cada vez mais calóricos e de fácil acesso. A partir disso, a quantidade de calorias ingeridas passou a exceder a máxima exigida pelo organismo, sendo o saldo calórico revertido em aumento de peso, fator para o surgimento de doenças. Sob essa análise, vale ressaltar que a rotina intensa do dia-a-dia faz com que as pessoas vejam, na comida, possibilidade de alimentação rápida. Por outro lado, essas pessoas sofrem com ataques preconceituosos, visto que os padrões de beleza condenam o corpo gordo. Nesse sentido, diante do crescimento de uma população cada mais obesa e vítima de preconceitos, torna-se necessário formular medidas de ação social para o controle dos casos de ambas as situações..
A priori, mediante Byung-Chull Han, vive-se a sociedade do cansaço, em que o tempo destinado às atividades laborais é máxima. Dessa meneira, por ter intervalos curtos destinados a alimentação, as pessoas não conseguem realizar um planejamento alimentar consciente. Desse modo, sem a real consciência, a população cede atenção aos alimentos ricos em carboidratos, os de mais fácil acesso nas lanchonetes, Assim, ao se enfatizar esse tipo de alimentação, as pessoas tornam-se propicias ao desenvolvimento de doenças como diabetes, tornando-se um problema de saúde pública. Logo, é crucial promover ações estatais de mobilzação social para a melhor qualidade alimentar.
A posteriori, existe, no cenário atual, a institucionalização do preconceito. Sob essa ótica, a gordofobia torna-se algo cada vez mais comum, visto que tal prática não é efetivamente punida, estando enraizada na ideia do corpo magro como perfeito, de modo que pessoas obesas convivam com piadas ofensivas. Sob esse viés, segundo o sociólogo Kant, o homem é aquilo que a educação faz dele, podendo analisar, mediante isso, que muitos dos comentários preconceituosos partem da normalidade como a gordofobia é vista, de maneira que, a partir disso, confirma-se que o homem não foi educado para respeitar as diferenças físicas e metabólicas de um indivíduo obeso. Sendo assim,, deve-se educar a população a incluir e respeitar essas pessoas dentro do cenário social.
Em suma, faz-se necessário a ação do Estado. Consoante a isso, durante a visão orçamentária, deve-se viabilizar investimentos para a contratação de pessoas que, por sua vez, irão efetivar visitas a diversas instituições sociais, como escolas, universidades e empresas, para realizar palestras com o intuito de promover a mobilização de pessoas contra as práticas de preconceito às obesas. A partir disso, ao identificar pessoas acima do peso, essas deverão ser guiadas para um acompanhamento individualizado de promoção a alimentação saudável acompanhado por um nutricionista. A partir de então, visa-se diminuir o número de obesos, propícios a doenças, e de ataques preconceituosos.