Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 07/01/2021
Segundo a Lei da Inércia de Newton, a tendência e um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que se concerne ao problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil, que segue sem uma intervenção que o resolva. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da formação familiar e da má influência midiática.
Convém ressaltar, a princípio, que a formação familiar é um fator determinante para a persistência do problema. De acordo com o sociólogo Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a obesidade e o sobrepeso apresenta-se como um problema passado de geração em geração devido a hábitos alimentares ruins, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que o problema encontra-se dentro das casas de pessoas brasileiras e estende-se por uma longa linha do tempo.
Outrossim, a má influência midiática ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. Conforme Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a mídia, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influência na consolidação do problema.
Sendo assim, é indispensável a adoção de medidas capazes de assegurar a resolução do problema. Assim, especialistas no assunto, com o apoio de ONGs especializadas, devem desenvolver ações que revertam a má influência midiática sobre o problema de obesidade e sobrepeso no Brasil. Tais ações devem ocorrer nas redes sociais, por meio da produção de vídeos que alertam sobre as reais condições da questão. É possível, também, criar uma “hashtag” para identificar a campanha e dar mais visibilidade ao assunto. Dessa forma, os cidadãos atuarão ativamente na mudança da realidade brasileira.