Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 09/10/2020

No ano de 2018, foi lançado o filme “Sierra Burgess é uma Loser”, que aborda um romance por engano, o qual um atleta pensa em estar sendo correspondido por uma jovem popular, mas na verdade é uma jovem nerd que está acima do peso, e por isso tenta esconder sua real identidade. O cenário brasileiro, em relação ao filme, está cada vez mais parecido, marcado pela falta de aceitação do próprio corpo e falsa ideia da relação de sobrepeso e menor qualidade de vida. Conquanto, convém analisar os fatores e efeitos referentes à obesidade e sobrepeso no país.

É necessário pontuar de início que, segundo o Ministério da Saúde, houve um aumento de 67%, entre 2006 e 2018, na taxa de obesidade no Brasil. O que reflete um quadro preocupante, já que uma enorme parcela da população vive com essa condição. De acordo com Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade pode iniciar-se em qualquer idade, e é ocasionada, principalmente pela a falta de informação, associada ao excesso de industrializados na alimentação, sedentarismo e a baixa renda familiar. Dessa maneira, faz-se necessário investir em campanhas e palestras para tornar a sociedade mais consciente sobre esse estilo de vida.

Outrossim, não menos importante, ressaltam-se os impactos causados na vida das pessoas com sobrepeso. Diante disso, nota-se que a obesidade está associada com diversas doenças, dentre elas: hipertensão arterial, doença cardíaca, diabetes. Além do seu impacto no bem-estar mental, pronunciando-se em sintomas depressivos, baixa autoestima, isolamento social, uso de drogas e compulsão alimentar. Nessa perspectiva, é importante acabar com os principais impulsionadores do excesso de peso.

Portanto, são necessárias medidas capazes de diminuir essa problemática. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, investir em auxílio médico e nutricional, a fim de promover o devido acompanhamento e orientação aos indivíduos. Além disso, o Governo Federal deve aumentar as unidades de academias gratuitas ao ar livre, com a finalidade de alcançar o maior número de pessoas. Dessa forma, teríamos indivíduos mais saudáveis mentalmente e fisicamente, garantindo um Brasil mais igualitário.