Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 15/10/2020
Em “chaves”, seriado de TV, o personagem “Nhonho” sofre constantes ataques preconceituosos em
forma de bullying e comentários gordofobicos praticados por pessoas da vila. Em plano real e hodierno, no Brasil não é diferente. Nesse ínterim, a parcela social que está além do peso encara não só a gordofobia, como problemas de saúde causados ou potencializados pelo excesso de gordura corporal. Essa grande mazela se fundamenta ora na má alimentação -ingestão demasiada de industrializados e fast foods - ora na falta de conhecimentos quanto aos males que a obesidade acarreta no homem.
Previamente, as inúmeras multinacionais criam, divulgam e massificam, por viés midiático, os seus produtos com o fito em expandir suas redes de supermercados e mercado consumidor. Com isso, a problemática não esta na facilidade do acesso às mercadorias, e sim na qualidade nutricional do oferta-
do. Na minissérie global “Saramandaia”, no qual “Dona Redonda”- personagem obesa- explode, depreende-se uma dieta desequilibrada com base em industrializados e outros alimentos com baixo teor nutritivo. Dessa maneira, é nítido correlacionar a explosão da “Redonda”- que também possui nome pejorativo para exercer crítica social contra o preconceito- a problemas de saúde como diabetes, pressão alta, doenças cardiovasculares e, em casos mais sérios, levar indivíduos a óbito.
Em segunda análise, a falta de informações quanto aos riscos e, também, a deficiência no incentivo de práticas esportivas contribuem à problemática. Posto isso, uma vez que as enfermidades como as supracitadas foram banalizadas, a obesidade e sobrepeso continuam a fazer vítimas. Ademais, trans-
passa o físico e atinge o psíquico. Abuso de medicamentos somado a dietas absurdas para emagrecer,
bem como a autoanálise errônea de fraqueza moral e baixo-autoestima, fazem parte do espectro de consequências de quem possui peso elevado. Assim, esse cenário fomenta transtornos alimentares. Na
série “Euphoria”, a titulo de exemplo, a fictícia “Molly” desenvolve bulimia, o que reflete veracidades e controvérsias reais do culto ao corpo ideal, tão disseminado por redes sociais como o Instagram.
Logo, fica claro que é impreterível sanar os problemas que rodeiam o excesso de peso da população
brasileira. Para tanto, os órgãos do Estado, responsáveis pela indústria alimentícia, saúde e educação, devem dispor da tecnologia para criar um aplicativo gratuito. Esse aparato irá possuir três vertentes: fornecer dados de modo simples e eficiente, informar sobre os perigos da obesidade à saúde e ser utilizado na base educacional. Assim, por meio de artigos científicos, reportagens em linguagem simples, vídeo aulas com incentivo para atividades físicas e adoção de dietas saudáveis e compilação de jogos e metodologias de ensino, esse aplicativo será criado. Dessa maneira, o objetivo de um país com nação mais consciente será formado e irá contrário aos ideias preconceituosos de “chaves”.