Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 16/10/2020

Existem no mundo os mais variados tipos de corpos, peles e cabelos. No mundo também existem os preconceitos contra todas essas variações. A gordofobia é um dos preconceitos mais ligados a autoestima, ser bonito não significa ser magro. Infelizmente o padrão que a sociedade impõe e imagina como certo é a magreza e muitas vezes os mais afetados são as pessoas que têm alguns quilinhos a mais. Entretanto a saúde pode ser afetada por esses quilinhos, muito açúcar ou comidas cheias de sal e gorduras podem fazer mau ao corpo humano, trazendo graves problemas a pessoa como pressão alta, diabetes tipo 2 ou até mesmo problemas cardíacos, além dos problemas físicos como a artrose e hipertensão.

A obesidade muitas vezes vem na infância, já que quando se é criança os doces fazem parte direta de suas vidas, porém não existe nenhum problema em comer doces, apenas saber controlar a quantidade é necessário. Segundo dados do site abeso.org, a obesidade aumentou 67,8% nos últimos treze anos, tendo uma alta entre adultos de 25 a 34 anos. Fatores, além dos genéticos, que trazem o sobrepeso são os psicológicos, como a ansiedade.

O corpo humano é forte e delicado ao mesmo tempo, no entanto a mente humana pode ser mais frágil que uma taça de vidro, o que mais afeta os seres humanos de hoje em dia é tentar se encaixar nos padrões e expectativas impostas a eles, fato que só piora em relação aos preconceitos. A gordofobia, preconceito com aqueles que são acima do peso, é mais do ridicularizar alguém por ser gordo, é entrar na mente dessa pessoa e apertar um botão que automaticamente a faz se sentir um lixo por ser quem ela é. Palavras machucam, então ter um pouco de conhecimento e se sensibilizar ao falar do corpo alheio ajudaria a combater casos de pessoas com bulimia, a pessoa come mas logo depois sente culpa por comer e força o vomito, a anorexia, na qual a pessoa não come nada por horas ou até dias, sobrevivendo apenas de água.

Diante disso, os Ministérios da Saúde e da Educação, deveriam formar uma parceria para criar um projeto que atuaria em escolas conscientizando sobre a gordofobia e a alimentação correta, não só isso como também poderiam trazem uma nutricionista para fazer o acompanhamento adequado da alimentação das escolas de período integral. Todas essas atitudes poderiam muito bem trazer uma melhora na qualidade de vida das crianças e fazer com que cresçam e se tornem adultos e pais mais conscientes sobre como devem manter uma alimentação equilibrada, saudável e saborosa.