Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil
Enviada em 16/10/2020
No livro de Franz Kafka, “A metamorfose”, o personagem Samsa era um homem querido por todas as pessoas, porém, ao se transformar em um inseto tornou-se um ser desprezível aos olhos da sociedade, destacando, assim, que a aparência é mais valiosa que o ser humano em si. Fora da ficção, o contexto de Samsa apresenta aspectos semelhantes na atualidade brasileira, uma vez que a gordofobia ainda é um problema social. Dessa forma, é nítido que, para combater esse cenário, a falta de empatia dos cidadãos e a influência midiática merecem ser avaliadas.
Primeiramente, cabe destacar o comportamento superficial da pessoas. De acordo com o filósofo Norberto Bobbio, a dignidade humana é uma qualidade intrínseca ao homem, capaz de lhe dar direito e respeito na sociedade. Todavia, os cidadãos que têm sobrepeso, além de serem prejudicados na saúde, também enfrentam o preconceito por não estarem no padrão estipulado pela sociedade, o que fere os direitos constitucional.
Outrossim, deve-se apontar que a influência da mídia proporciona o modo de viver das pessoas. Para o sociólogo Pierre Bourdieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nessa perspectiva, pode-se observar que a propaganda midiática, em vez de promover debates que elevem o nível de informação para a população, consolida com problema ao passar propagandas de como um corpo perfeito deve ser, como por exemplo, os desfiles de moda. Assim é inadmissível os meios de comunicação fomentam a pratica de gordofobia.
Portanto, é mister combater o preconceito no social, para que isso ocorra, o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, deve organizar palestras televisivas, com o objetivo de informar dos benefícios de uma alimentação balanceada e de de como o assédio moral prejudica as vítimas do sobrepeso. Tais palestras, tem de ser passadas nas escolas públicas, para que as pessoas sejam educadas em não ferir os direitos humanos. Desse modo, o preconceito à gordofobia não imperará mais no Brasil e o personagem de Kafka, não terá semelhanças com o País.