Entre a saúde e o preconceito: o problema da obesidade e do sobrepeso no Brasil

Enviada em 13/01/2021

A obesidade não é recente na história da humanidade, porém nunca tinha alcançado tamanha proporção como atualmente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as causas desse crescimento exponencial estão ligadas ao estilo de vida sedentário e aos maus hábitos alimentares. Nesse viés, a falta de educação alimentar e ausência de exercícios físicos contribuem para o aumento do sobrepeso e da obesidade no Brasil. Sendo assim, faz-se imperativo identificar as origens desse problema e seus impactos no convívio social, uma vez que é notável o aumento de problemas de saúde e o preconceito contra pessoas obesas e com excesso de peso.

De acordo com o Ministério da Saúde, a obesidade atinge um quinto da população brasilleira e o sobrepeso atinge um pouco mais da metade da população. Nesse contexto, a elevada prevelência de Excesso de Peso Corporal (EPC) leva a um aumento das morbidades associadas a este distúrbio, como a diabetes e a hipertensão arterial, e diminuição da qualidade de vida. Portanto, é evidente que a industrialização instituidora de maus hábitos e a falta de consciência alimentar têm sido os algozes de uma sociedade moderna marcada por processos mecanizados que contribuem com os baixos índices de atividade física e até mesmo com o sedentarismo.

Ademais, o elevado índice de obesidade tem revelado o preconceito contra pessoas com excesso de peso. Seguindo essa lógica, é fácil perceber as diversas reações preconceituosas em relação a essas pessoas. A cantora Jojo Todynho, por exemplo, é frequentememte alvo de discursos de ódio em razão do seu peso corporal. Sob a perspectiva de Caetano Veloso, esse ataque gratuito é fruto de uma sociedade que assim como Narciso, acha feio o que não é espelho. Logo, é condição “sine qua non” educar a sociedade a esse respeito.

Destarte, a educação alimentar e a conscientização popular é a principal solução na prevenção da obesidade e do preconceito. Para isso, o Estado deve criar políticas de conscientização para a compreensão massiva das nocividades da má alimentação e do preconceito, e recrutar especialistas para atuar. Além disso, cabe a Escola formar uma geração mais saudável através da construção e discussão de projetos sobre alimentação balanceada, e a Família uma formação, desde a infância, de hábitos saudáveis pautados na nutrição do  corpo. Afinal, alimentar-se é uma cultura e para mudar costumes é preciso desconstruir modos.